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5 novelas que são remake e talvez você não sabia

Por José Miguel Toledo
1 de novembro de 2022

Os remakes são sempre ótimas oportunidades de contarmos histórias já conhecidas de uma maneira atualizada. O problema é que esse tipo de projeto pode dar muito certo – como foi o caso de Pantanal, recentemente – ou dar muito errado – como a esquecida segunda versão de Guerra dos Sexos, exibida em 2012.

No entanto, por algumas ocasiões, a Globo já produziu algumas novelas de sucesso sem que o público fosse apresentado a elas como um remake. Na maior parte dos casos, elas até mesmo mudaram de nome. Relembre abaixo 5 tramas que foram regravação e você provavelmente não sabia.

O Cravo e a Rosa (2000)

A comédia romântica que se tornou um curinga de audiência da Globo é uma adaptação da peça A Megera Domada, de William Shakespeare. No entanto, o que pouca gente sabe é que a autora Ivani Ribeiro já havia criado uma versão folhetinesca do clássico do teatro para a extinta TV Tupi, em 1974.

A gigantesca novela era chamada de O Machão e trazia Antonio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra, já falecida, como os protagonistas Petruchio e Catarina, e durou 371 capítulos. O que menos pessoas sabem ainda é que A Megera Domada já havia sido adaptada pela própria Ivani Ribeiro, na década de 1960, e levou o título de A Indomável.

A trama de 1965, exibida em preto e branco e contando com apenas 36 capítulos, teve Aracy Cardoso e Edson França como o casal protagonista e também contava a história do tumultuado romance entre o fazendeiro machão e a dondoca geniosa.

Foto: Revista Amiga/Divulgação/TV Globo

Lua Cheia de Amor (1990)

Recentemente adicionada ao catálogo do Globoplay, a novela Lua Cheia de Amor, de Ana Maria Moretszohn, Ricardo Linhares e Maria Carmem Barbosa, foi inspirada no clássico Dona Xepa (1977), um dos primeiros êxitos de Gilberto Braga na Globo. Ambas as tramas foram baseadas na peça teatral que leva o mesmo nome da primeira versão da história para a TV, estrelada por Yara Cortes.

No remake, Marilia Pera é a feirante Dona Genu, mulher batalhadora que luta para sustentar sozinha os filhos, mas é desprezada por ambos por conta de sua origem humilde. Em 2013, a Record produziu outra adaptação da clássica história, também chamada de Dona Xepa, e que trazia Ângela Leal como a protagonista.

Foto: Revista Amiga/Divulgação/TV Globo

A Gata Comeu (1985)

Muitas pessoas sabem que dois clássicos de Ivani Ribeiro – Mulheres de Areia (1993) e A Viagem (1994) – são remakes de obras bem-sucedidas de mesmo nome exibidas na década de 1970 na TV Tupi. Mas o que poucos conhecem é que A Gata Comeu também é uma regravação de um título exitoso da autora para o canal extinto.

Um caso curioso é que a veterana Eva Wilma foi a responsável por protagonizar as três produções – como as gêmeas Ruth e Raquel, em Mulheres de Areia; como a temperamental Diná, em A Viagem; e como a mimada Jô Penteado em A Barba-Azul (1974), folhetim que inspirou A Gata Comeu onze anos mais tarde. Na versão da Tupi, o professor Fábio, personagem de Nuno Leal Maia no remake, era interpretado por Carlos Zara. Jô, na segunda versão, foi defendida por Christiane Torloni.

Foto: Revista Amiga/Divulgação/TV Globo

Fera Radical (1988)

Um clássico da faixa das 18h de Walther Negrão, a saga da motoqueira vingativa Cláudia da Silva (Malu Mader) era na verdade uma segunda versão de Cavalo de Aço, única empreitada do autor no horário nobre, exibida em 1973 e que trazia Tarcísio Meira e Glória Menezes no centro da narrativa.

Na novela das 20h, Tarcísio era o motoqueiro Rodrigo, um homem com sede de justiça e que se instala na fazenda de Max (Ziembinski) para se vingar do massacre promovido contra sua família quando ele era criança. O mocinho, contudo, se apaixona por Miranda, papel de Glória Menezes. A trama não deu a liga que o autor gostaria, e Negrão optou por atualizar a história 15 anos mais tarde, trazendo Fera Radical para a faixa das 18h.

Na adaptação, que se tornou um fenômeno de audiência, o dramaturgo optou por interverter os papéis: a motoqueira com sede de vingança passava a ser uma mulher, enquanto o filho dos fazendeiros suspeitos pela chacina por quem a heroína se apaixona, um homem – Fernando (José Mayer), no caso.

Foto: TV Globo/Divulgação

Haja Coração (2016)

Pupilo do veterano Silvio de Abreu, Daniel Ortiz foi encarregado pelo chefe de reescrever uma de suas comédias românticas de maior sucesso: Sassaricando (1987). Com liberdade artística para trazer as devidas atualizações para a trama, Ortiz trocou o nome do folhetim e transformou o viúvo milionário Aparício (Paulo Autran na original, Alexandre Borges no remake), outrora protagonista, em um personagem coadjuvante.

Na década de 1980, embora a novela girasse em torno das confusões amorosas de Aparício, quem roubou a cena foi a feirante desengonçada Tancinha (Cláudia Raia), dividida entre o noivo bruta-montes Apolo (Alexandre Frota) e o mauricinho Beto (Marcos Frota). Por esta razão, Ortiz optou por transformar o triângulo amoroso – agora com Mariana Ximenes como Tancinha, Malvino Salvador como Apolo e João Baldasserini como Beto – no eixo central da narrativa.

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José Miguel Toledo

José Miguel Toledo

Aficionado por novelas desde criança, estou sempre antenado sobre o que acontece na telinha e por trás dela. Aqui, trago spoilers, curiosidades e novidades sobre esse assunto.

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