Após o sucesso de Beleza Fatal, a plataforma de streaming Max apostará suas fichas no lançamento Dona Beja. Protagonizada por Grazi Massafera, a novela promete captar a atenção do público com um elenco de peso, que inclui Bianca Bin como vilã e uma participação especial de Elizabeth Savala.

Embora ainda não tenha data de estreia confirmada, a trama já desperta grande expectativa por ser um remake de Dona Beija (o título original tinha o “i”), clássica novela de 1986, que teve Maitê Proença no papel principal, sendo o primeiro grande investimento da extinta Rede Manchete em dramaturgia.
A adaptação de Dona Beja é assinada pelos roteiristas Daniel Berlinsky e António Barreira, responsáveis por repaginar a famosa história, mantendo o formato de 40 episódios que Beleza Fatal também está seguindo.
A trama acompanha Beja, uma mulher que, após um romance frustrado, decide abrir um bordel e se tornar uma cortesã influente, ganhando notoriedade e escandalizando a sociedade de sua época. A nova versão promete explorar questões sociais mais contemporâneas, com uma maior diversidade racial no elenco e uma perspectiva mais feminista.
A história começa em 1815, em Araxá (MG), quando Beja (Grazi Massafera), uma jovem de rara beleza, é sequestrada por seu avô. Sua captura separa-a do grande amor de sua vida, Antônio (David Junior), que, ao retornar ao Brasil anos depois, acredita ter sido abandonado e segue a vida, casando-se com Angélica (Bianca Bin), por pressão de sua mãe, Ceci (Deborah Evelyn), uma mulher manipuladora que nunca aceitou a desaparecida como parte do destino de seu filho.

Anos depois, Beja é libertada após a ascensão do avô à Corte. Ela retorna a Araxá e, diante da desilusão com o casamento do amado, abre um refinado bordel, onde se torna uma poderosa cortesã, atraindo olhares e desejos de homens poderosos, enquanto escandaliza as mulheres da alta sociedade. Antônio, ainda obcecado, tenta reconquistá-la, especialmente quando a protagonista se envolve com João (André Luiz Miranda).
Dona Beja é inspirada na figura real de Ana Jacinta de São José, uma mulher que, no século XIX, fundou um bordel e se tornou uma figura de escândalo e reverência, desafiando as normas sociais.
O folhetim original foi um marco na história da Rede Manchete, com cenas ousadas e uma abordagem sensual que cativou o público.
Agora, a Max pretende dar uma reinterpretação ao enredo, com a construção de uma cidade cenográfica no Rio de Janeiro para reproduzir a época e criar uma ambientação visualmente rica. As gravações acabaram em maio do ano passado, após muitos atrasos.
Com Beleza Fatal já ganhando popularidade entre a crítica e o público, a Max vê como um acerto a aposta no gênero de novelas para expandir sua presença no mercado, mirando não só no público brasileiro, mas também em cenários internacionais, como os latino-americanos, turcos e sul-coreanos, onde as novelas têm conquistado cada vez mais espaço. O objetivo é ampliar a marca da plataforma para além das séries e minisséries.
Meu passado me perdoa: Memórias de uma vida novelesca
Livro revelador. Ainda estou lendo. Hoje entendo o porquê de muitos personagens das suas novelas fizeram tanto sucesso. Recomendo.
De olho no sucesso da obra criada por Raphael Montes, a Band tratou de adquirir seus direitos de exibição na TV aberta. Beleza Fatal deve estrear no horário nobre do canal em meados de março.





