Em A Viagem, chega o dia do julgamento de Alexandre (Guilherme Fontes), acusado de matar um colega durante uma tentativa de roubo na empresa onde trabalhava. Em seu depoimento, o playboy tenta suavizar sua responsabilidade. Afirma que o disparo que matou o homem foi acidental, resultado de uma suposta luta corporal, o que não aconteceu.
Entre as testemunhas, uma ex-namorada relata episódios de agressão. “Eu resolvi terminar, a gente brigou, e ele me encheu a cara de porrada”, diz ela, complicando a situação do réu. Outro depoente, um antigo chefe do rapaz, reforça a imagem de um funcionário impulsivo e agressivo, cuja passagem pela firma foi curta e conturbada.
Do lado da acusação, Otávio Jordão (Antonio Fagundes) desempenha um papel implacável. Atuando como assistente do Ministério Público, ele articula uma acusação contundente, não apenas pelas evidências, mas também pela firmeza com que conduz seu discurso final.
A defesa, visivelmente enfraquecida, não consegue reverter o cenário. A sentença é lida: 18 anos de reclusão em regime fechado.

O pronunciamento do juiz desencadeia reações imediatas. Alexandre, até então contido, desaba em lágrimas. Já Diná (Christiane Torloni), tomada por indignação, reage com gritos contra Otávio, a quem responsabiliza diretamente pela condenação do irmão. “Seu monstro! Eu odeio você. Cafajeste!”, dispara ela no meio tribunal.
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