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Substituta de ‘Por Amor’ é um mistério

Faltam pouco mais de 30 capítulos originais de “Por Amor” para serem reexibidos no “Vale a Pena Ver de Novo”. Dificilmente, a trama de Manoel Carlos passará da primeira semana de outubro.

O que chama a atenção é que a Globo está fazendo um mistério fora do normal para divulgar o próximo título da sessão. Geralmente, a emissora costuma divulgar para a imprensa o próximo cartaz com meses de antecedência. Já está em cima da hora até mesmo para que sejam veiculadas as chamadas nos intervalos.

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Para se ter ideia, o atual título, que estreou em 29 de abril, foi divulgado no início de março. No ano passado, “Belíssima”, que estreou em junho, foi anunciado ainda em abril.

O fato causa estranhamento justamente devido ao sucesso arrebatador da atual exibição da história de Manoel Carlos. Registando média parcial de 17 pontos, é o segundo repeteco mais assistido da década, atrás somente de “Senhora do Destino” (2017).

Susana Vieira como Branca em ‘Por Amor’. Foto: Globo

A escolha, como se sabe, deve ser muito bem acertada para manter os índices do horário, ou pelo menos não derrubá-los vergonhosamente. Isso, porque a Globo planeja repaginar a programação vespertina no dia 30 deste mês, começando pela estreia de um novo programa de variedades, “Se Joga”, substituto do “Vídeo Show”. Na mesma data, haverá também o lançamento da nova novela das 18h, “Éramos Seis”, que tem a missão de manter os bons números de “Órfãos da Terra”.

Fato é que o público do “Vale a Pena Ver de Novo” anda imprevisível. Rejeitou recentemente dois clássicos do horário nobre, como “Belíssima” e “Celebridade”, que amargaram médias entre 13 e 14 pontos.

Por enquanto, a única informação mais quente divulgada ventila que é forte a hipótese de uma reprise de “Êta Mundo Bom!” (2016), comédia romântica de Walcyr Carrasco.

Suspense justificado

A última vez que a Globo demorou tanto para divulgar uma reprise foi em 2008, quando veiculou as chamadas da sucessora de “Cabocla” na quarta-feira da última semana da trama.

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A explicação era coerente: com as restrições impostas à época pelo Ministério Público para veiculação de conteúdos mais pesados no horário da tarde, a emissora tentava liberar uma versão light de “Mulheres Apaixonadas”, o que acabou acontecendo.

Se a ideia desse errado, ao que tudo indica, teria sido reexibida na época uma trama das sete dos anos 1990 pouco lembrada, “Andando nas Nuvens”.