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Túnel do Tempo: “A Viagem” estreou há 25 anos

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Uma das novelas mais queridas pelo público está aniversariando nesta quinta-feira, 11 de abril. Há 25 anos, estreou “A Viagem”, exibida na faixa das 19h da Globo, em 1994, com grande sucesso de audiência. A história, um remake da trama homônima da Tupi e também escrita por Ivani Ribeiro, abordava temas como mediunidade e reencarnação, inspirada na filosofia de Alan Kardec.

Os atores Christiane Torloni e Antonio Fagundes interpretaram o casal Diná e Otávio, que viviam um romance transcendental. Já Guilherme Fontes causou calafrios no espectador como o vilão Alexandre, um bad boy desajustado na vida, que acaba preso e se suicida na prisão. Depois, sedento por vingança, seu espírito passa a atormentar todos que o levaram à morte. As cenas do personagem vagando pelo Vale dos Suicidas eram de gelar a espinha.

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“A Viagem” foi o último trabalho da autora Ivani Ribeiro, que veio a falecer no ano seguinte. Além dos já citados, a novela trazia no elenco bons nomes como Maurício Mattar, Lucinha Lins, Andrea Beltrão, Miguel Falabella, Laura Cardoso e os saudosos Cláudio Cavalcanti, Yara Cortes, John Hebert e Nair Bello.

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Há 38 anos estreava “Cavalo Amarelo”; relembre a novela da Band

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Cavalo Amarelo“, foi uma novela de Ivani Ribeiro, exibida entre 23 de junho e 29 de novembro de 1980, pela Rede Bandeirantes. Dirigida por Henrique Martins e David José, com supervisão de Wálter Avancini, a trama contou com 137 capítulos. Antecedida por “Pé de Vento“e sucedida por “Dulcinéa Vai à Guerra“, a novela completa hoje 38 anos de estreia.

Na história, a irreverente Dulcinéa (Dercy Gonçalves) luta para manter o Mambembe, um teatro de revista, cujo prédio pertence a tradicional família Maldonado. O patriarca, Salvador Maldonado (Rodolfo Mayer) é um homem conservador, que leva seu clã à rédeas curtas, mantendo o controle sobre os negócios e sobre os filhos: Joana (Márcia de Windsor), mulher elegante e esnobe, a maior defensora das ideias do “paizão” (como os filhos o tratam); Téo (Fúlvio Stefanini), que sempre acatou calado os desmandos do velho; Wálter (Walter Prado), dominado pela irmã mais velha e o preferido do pai; e Lalucha (Marta Volpiani), a caçula, estudante de cinema, contestadora e contra a caretice de sua família.

O conservadorismo de Maldonado acaba por minar o casamento de Wálter com Belinha (Carmem Monegal), por não conseguirem dar um tão desejado neto ao velho, e por Belinha não aguentar mais a passividade do marido diante dos desmandos do sogro.

Téo, por sua vez, se vê envolvido por duas mulheres. É noivo há anos de Maria do Carmo (Maximira Figueiredo), a retraída filha do Dr. Júlio Sampaio (Newton Prado), médico e amigo da família. Mas é apaixonado por Pepita (Yoná Magalhães) – sobrinha de Dulcinéa e estrela do Mambembe -, apesar do gênio difícil dos dois. Para não desmanchar seu compromisso com Maria do Carmo, o que causaria um grande desgosto ao pai, Téo inventa uma doença, que em crises momentâneas, o faz agir como uma criança. Mente para a família que faz terapia e que só se casará com sua noiva quando estiver curado. E assim, vai empurrando seu compromisso com Maria do Carmo enquanto leva seu caso com Pepita, marcado por altos e baixos.

Pepita e Téo

Dulcinéa não vê com bons olhos o relacionamento da sobrinha, pois entra em constante conflito com a família Maldonado, que lhe cobra os alugueis atrasados do teatro, em constante crise financeira. Desbocada e impulsiva, a empresária vive batendo de frente com o velho Maldonado e com a pose de Joana, que não tolera seus modos e espontaneidade. Mas Dulcinéa descobre um trunfo que pode salvar seu show da falência: uma carta de amor de uma antiga amiga vedete ao Sr. Maldonado e a revelação de um filho bastardo, o que põe o velho em maus lençóis. Em troco do silêncio de Dulcinéa, Maldonado perdoa a dívida e ainda empresta dinheiro para incrementar os shows do Mambembe, o que acaba por surpreender toda a família.

Dulcinéa e Pepita

Mas a morte do Sr. Maldonado e a abertura do testamento faz o grande segredo vir à tona: seu filho bastardo é Zeca (Kito Junqueira), o jovem e fiel empregado, homem de confiança e braço direito nos negócios. É quando a tradicional e unida família começa a desmoronar, na luta pela herança e divisão de bens.

Atordoado com a revelação de que era filho de seu patrão, Zeca encontra apoio no jovem Jaci (Wanda Stefânia), um rapaz pobre que recebe sua ajuda. Jaci trabalha com Dulcinéa, como iluminador do Mambembe, e também tem um segredo: se faz passar por homem, mas é uma mulher. Para poder competir no mercado profissional sem maiores barreiras, e assim ajudar o pai doente e sem recursos financeiros, a jovem assumiu a identidade de seu falecido irmão gêmeo. O segredo é compartilhado apenas pelo pai, Roque (Aldo César), que nunca gostou dessa história, mas que acabou acatando a atitude da filha. Tornando-se o protegido de Zeca, Jaci não resiste a paixão que sente pelo rapaz, e sofre calada, principalmente quando Zeca começa a namorar Sônia (Alzira Andrade) , prima de Jaci, que trabalha como dançarina no Mambembe.

“Cavalo Amarelo” lançou quatro trilhas sonoras:

Nacional: “Roda da Fortuna” (Kleiton e Kleidir), tema de abertura; “Incompatibilidade” (Oswaldo Montenegro), tema de Téo; “Condenados” (Fátima Guedes), tema de Jaci; “Pela Vida Afora” (Raul Ellwanger); “Chovendo na Roseira” (Banda Bandeirantes), tema geral; “Muitas Pessoas” (Secos & Molhados); “O Dia Seguinte” (Paulinho Nogueira), tema de Joana; e outras.

Trilha Nacional

Internacional: “Why Not Me” (Fred Knoblock); “Pastures Green” (Rod McKuen); “Dreaming” (Stacy Lattisaw); “You Got To Lose” (George Thorogood); “Love At The First Night” (Sally Townsend); “Nature Boy” (Jon Hendricks); “Moments of Happiness” (Rosalie Sorrels); e outras.

Trilha Internacional

Fundos Musicais: “Partido Alto” (Orquestra Daniele Patucchi); “Castigo” (Orquestra Riz Ortolani); “All By My Self” (Orquestra 88); “Grace” (Orquestra Armando Trovaioli); “Small Town Pleasures” (Orquestra Stelvio Cipriani); “Honey Moon in Three” (Orquestra Armando Trovaioli); e outras.

Ainda foi lançado um compacto com quatro canções originais feitas especialmente para a novela.

Curiosidades:

  • Primeira novela de Dercy Gonçalves, uma trama deliciosa que aproveitava ao máximo o humor histriônico da atriz, e que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz, eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em 1980, juntamente com Tônia Carrero, pela novela “Água Viva“, e Regina Duarte, pela série “Malu Mulher“. Também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor atriz – juntamente com Dina Sfat por “Os Gigantes“.
  • O sucesso da personagem de Dercy Gonçalves foi tão grande que atriz emendou uma novela na outra: “Dulcinéa Vai à Guerra”, substituta no horário, era uma espécie de continuação de “Cavalo Amarelo”. Nessa nova produção Dulcinéa se via às voltas com crianças abandonadas. Mas a novela foi um grande fiasco. Ivani Ribeiro não aceitou fazer a continuação, e Sérgio Jockyman assumiu o texto (sendo mais tarde substituído por Jorge Andrade, acionado para tentar salvar a novela).
  • Por causa de Dercy Gonçalves, “Cavalo Amarelo” foi uma novela visadíssima pela Censura do Regime Militar. O pesquisador Cláudio Ferreira narrou no livro “Beijo Amordaçado – A Censura às Telenovelas Durante a Ditadura Militar”:
    “Os censores (…), ao examinarem o capítulo 15, fizeram uma observação curiosa: ‘Recomendamos que seja solicitado o abrandamento dos pronunciamentos de Dulcinéa que, além de fugirem constantemente do texto previsto, estão a cada dia se tornando inconvenientes para o horário a que se destinam. Informamos que a personagem é representada pela atriz Dercy Gonçalves’.
    A fama de desbocada da comediante a perseguiu durante toda a novela. No capítulo 26, os censores retiraram as expressões ‘xiriba’ (umbigo) e ‘lelé da cuca tá a sua progenitora!’. Argumentaram que ‘os tais termos ficam engraçados pela maneira que estão colocados e pela personagem da atriz’.
    No capítulo 32, a censora Eni Martins França Borges foi mais direta ao vetar a expressão ‘porque não sai nem com bicarbonato’. Ela justificou: ‘Em se tratando por personagem interpretada por Dercy Gonçalves, tal frase tem sentido conotativo direto com ejaculação’.
  • Destaque para atuação de Wanda Stefânia, ao interpretar Jaci, uma garota que se fazia passar por homem para garantir o sustento da família
  • Em 1996, na novela “Quem É Você“, Ivani Ribeiro utilizou-se do mesmo filão da troca de identidade de gênero. O personagem Maurício, interpretado por Thiago Picchi, fazia-se passar por mulher disfarçando-se de Thaís, para conseguir um emprego.
  • “Cavalo Amarelo” contou com algumas participações especiais do meio artístico brasileiro: Moacir Franco, Hebe Camargo, Maria Alcina, Nelson Gonçalves, Tim Maia, José de Vasconcelos e Duda França.
  • Reprisada em três ocasiões: em 1983, pelas manhãs;
    de 02/01 a 21/07/1989, em 145 capítulos, de 2ª a 6ª feira, às 16h50;
    e em forma compacta, de 02/01 a 22/03/1996, em 70 capítulos, de segunda a sábado, às 19h45.

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“Desejo”, minissérie global, exibia seu último capítulo há 28 anos

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Desejo” estreou em 27 de maio de 1990. A minissérie escrita por Glória Perez, com colaboração de Marageth Martins, e direção de Denise Saraceni e Wolf Maya, contou a história do triângulo amoroso real vivido pelo escritor Euclides da Cunha (Tarcísio Meira), sua esposa Ana, a Saninha (Vera Fischer) e o oficial Dilermando (Guilherme Fontes). O caso que ficou conhecido como a “Tragédia da Piedade”, no Rio de Janeiro, foi narrado em 17 capítulos, tendo seu desfecho em 22 de junho de 1990.

A história começa em 1888 com o casamento de Ana e Euclides. Três anos depois de se casar, Euclides da Cunha é nomeado engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil e passa a viajar com frequência. Em 1897, ele é enviado como correspondente do jornal O Estado de São Paulo para cobrir a Guerra de Canudos, no interior da Bahia. As longas e constantes viagens do marido, deixam sua mulher, Ana, solitária. Insatisfeita com o casamento, ela acaba se envolvendo com um jovem aspirante do exército. Quando a possibilidade de um amor completo surge na pessoa de Dilermando, ela se entrega totalmente.

Euclides e Ana

Mas Euclides acaba por descobrir o romance secreto da esposa. Na manhã do dia 15 de agosto de 1909, o autor de “Os Sertões” sai armado para dar fim a situação que há muito o atormenta. Depois do flagrante, há uma troca de tiros em Dilermando é ferido e Euclides morto. Condenado pela opinião pública, o jovem militar é julgado e absolvido, graças ao bom trabalho de seu advogado, o Dr. Evaristo de Moraes (Wolf Maya). Livre, Dilermando casa-se com Ana.

Ana e Dilermando

Sete anos depois, nova tragédia coloca os dois de volta às páginas policiais: Euclides da Cunha Filho (Marcelo Serrado), o Quidinho, tenta vingar a morte do pai, mas é morto por Dilermando. Novamente o militar vai a julgamento, e mais uma vez é absolvido. A partir daí, a trama destaca a vida do casal, já desgastada por conta dos trágicos acontecimentos e da opinião pública. Dinorá (Marcos Winter), irmão de Dilermando, que perdeu os movimentos de uma perna, ao ser atingido por uma bala, durante o tiroteio entre Euclides e seu irmão, culpa o oficial por sua infelicidade. E angustiado pela invalidez, suicida-se.

Diante de tanta tragédia, a descoberta de que Dilermando tem uma amante é a gota d’água para Ana, que abandona o marido, saindo de casa com os cinco filhos.

A trilha sonora instrumental

Outra trama que ganhou destaque em “Desejo”, e também permeada pela infelicidade, foi a da personagem Alcmena (Deborah Evelyn). Irmã de Ana, criada sob a rígida moral imposta pelo pai autoritário e repressor, o General Sólon (Oswaldo Loureiro), Alcmena tem a perspectiva de uma vida feliz, mas não consegue se livrar da intransigência familiar. Ao ter a chance de viver um grande amor com Antônio (Ricardo Kosovsky), um homem pobre, desiste, decidindo entrar para um convento. E, mais uma vez abdica de seu desejo, quando a mãe, Túlia (Nathalia Timberg), doente, pede que ela tome conta de um dos filhos de Ana. Amargurada, Alcmena morre de câncer com pouco mais de 40 anos.

“Desejo” teve uma trilha sonora toda instrumental, lançada em um mesmo LP com as músicas da minissérie “Boca do Lixo“, exibida como sua antecessora naquele mesmo ano de 1990.

Curiosidades:

  • Com uma pesquisa aprofundada sobre o caso, um elenco seguro e competente e uma criteriosa reconstituição de época, a Globo levou ao ar uma das mais belas minisséries já apresentadas na TV.
  • Para reconstituir os fatos verídicos, Glória Perez recompôs todos os passos de Euclides da Cunha na semana anterior a sua morte e fez um estudo sobre os artigos veiculados pela imprensa nos primeiros 15 dias depois da tragédia, para verificar que opinião pública se formara sobre o fato. Além disso, a autora teve acesso à correspondência entre Dilermando e Ana.
  • Serviram como fontes de pesquisa para Glória Perez: os autos do Processo-Crime número 1909/1909 e os autos do Inventário do escritor Euclides da Cunha; a “Tribuna do Advogado” – edição da OAB/RJ; jornais da época depositados na Biblioteca Nacional; os livros “Um Nome, Uma Vida, “Uma ObraUm Conselho de Guerra” e “A Tragédia da Piedade” – todos de Dilermando de Assis; “Ana de Assis – História de um Trágico Amor” de Judith Ribeiro de Assis e Jefferson de Andrade; “A Vida Dramática de Euclides da Cunha” de Eloi Pontes; “Euclides da Cunha” de Silvio Rabello; “O Desastre Amoroso de Euclides da Cunha” de Umberto Peregrino.
  • A minissérie foi criticada pelos descendentes de Ana e Dilermando de Assis, que questionaram a concepção de algumas cenas. Já os descendentes de Euclides da Cunha aprovaram a versão televisiva do drama real.
  • No elenco, uma curiosidade: a presença de José Roberto Marinho, filho do então proprietário do Grupo Globo, Roberto Marinho, interpretando seu avô, o jornalista Irineu Marinho, que cobriu a morte de Euclides da Cunha.
  • Marcos Winter e Marcos Palmeira (Sólon, irmão de Ana), que tiveram papeis de destaque em “Pantanal“na Manchete, estiveram no ar simultaneamente com as duas produções. “Desejo”já toda gravada desde setembro de 1989 foi exibida entre maio e junho de 1990, enquanto a novela de Benedito Ruy Barbosa ficou no ar entre março e dezembro do mesmo ano.
  • “Desejo” foi lançada em vídeo, pela Globo Video, e reprisada algumas vezes:
    de 4 a 21/04/1995 – em 12 capítulos, nas comemorações de 30 anos da emissora;
    entre 6 e 16/10/1998 – em 8 capítulos; e pelo canal Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo), duas vezes, na íntegra: entre 02 e 24/11/2010 e entre 18/07 a 09/08/2011.
  • Também foi lançada em DVD, em 2005.
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