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O jogo dos 7 erros de Glória Pires

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Que Glória Pires é uma atriz soberba e versátil não é novidade pra ninguém. A partir dessa semana voltamos a ter a oportunidade de acompanhar um de seus melhores e mais emblemáticos trabalhos na TV, com a reexibição no canal Viva, da novela Vale Tudo, pela segunda vez, e assim, comprovar que a atriz é mesmo uma das maiores do Brasil. Mas, mesmo detentora de um currículo vasto e marcante, nem sempre a estrela foi feliz em suas escolhas de papel. E já que nem só de glórias foi feita a carreira de Glória até aqui, aproveitamos mais uma estreia de Vale Tudo na telinha para homenageá-la, relembrando personagens e tramas que deixaram a desejar na carreira da atriz. Porque quando se trata de Glorinha, mesmo quando é pra recordar trabalhos não tão bons, é ótimo!

A trajetória de Glória Pires na televisão, se divide entre antes e depois de Vale Tudo, e logo após o estrondoso sucesso de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, no horário nobre, com uma das maiores vilãs da teledramaturgia – a antológica Maria de Fátima Acioly -, Glória Pires aceitou o convite do diretor Dennis Carvalho para voltar às novelas. O retorno da atriz aconteceu quase dois anos depois do fenômeno das oito chegar ao fim, em Mico Preto (1990), novela das sete, escrita por Marcílio Moraes, Euclydes Marinho e Leonor Bassères. Sarita era uma versão light da arrivista Maria de Fátima. Moça pobre, ela era interesseira, ambiciosa, só pensava em se dar bem na vida e ter muito dinheiro, mas diferentemente de Fátima, Sarita tinha a quem puxar. Sua mãe, Herotildes (Geórgia Gomide), era tão oportunista quanto à filha. Herotildes influenciava Sarita, incentivando-a a terminar o noivado com o simplório e pobretão Firmino (Luiz Gustavo), que não lhe daria futuro, e a arranjar um partido rico. Trabalhando em uma boate durante à noite, Sarita enganava o ingênuo noivo, dizendo ser acompanhante de doentes. Por dinheiro, terminava tudo com Firmino e aceitava a proposta de se casar com José Maria (Marcelo Picchi), deputado homossexual, que precisava abafar sua sexualidade frente aos seus eleitores. Mas o plano não dá certo, e ao saber que Firmino assumiu as empresas da milionária Áurea (Márcia Real), volta correndo pra ele dizendo-se arrependida e apaixonada, querendo apressar o casamento.

Mico Preto era uma típica novela das sete recheada de humor e situações engraçadas, e Sarita seguia a mesma linha, uma alpinista social cômica. Mas a trama foi um grande fiasco, um verdadeiro mico. Fracasso retumbante na audiência, se perdeu completamente, deixando até de ser roteirizada em certos momentos, tendo cenas improvisadas pelos atores. Em uma história assim nem a maior das estrelas conseguiria sair ilesa, e Sarita é uma personagem pouquíssimo lembrada na carreira de Glória Pires.

Em 1996, um grande elenco foi reunido para contar uma saga de muito sucesso, O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa, arrebatou público e crítica, e Glória Pires fez parte de um elenco estelar que contava com Antônio Fagundes, Raul Cortez, Patrícia Pillar, Vera Fischer, Eva Wilma e Tarcísio Meira, entre outros. O grande enigma aqui é que tudo funcionou em O Rei do Gado, todos os atores se destacaram de alguma forma, mas Glorinha foi esquecida no churrasco. Sua personagem Marieta/Rafaela não aconteceu.

Jovem, bonita e esperta, Marieta se apresenta a Geremias Berdinazzi (Raul Cortez) como filha de seu irmão Giácomo (Manoel Boucinhas), morto num acidente de caminhão de boias-frias. Solteiro, sem herdeiros e já idoso, Geremias fica feliz da vida com a possibilidade de conviver com uma sobrinha e poder deixar sua fortuna pra ela, e a recebe de braços abertos, mas com um pé atrás. Quem não gosta nada dessa história são os empregados da fazenda, que seriam beneficiados pelo testamento do italiano. Num primeiro momento, Marieta é uma impostora e se chama Rafaela. A verdadeira Marieta Berdinazzi é a boia-fria Luana (Patrícia Pillar), mulher do maior desafeto de Geremias, Bruno Mezenga (Antônia Fagundes). Além disso tudo, Rafaela se envolve com Marcos (Fábio Assunção), filho de Bruno, e enfrenta o suposto tio para viver sua paixão. Mas Rafaela tem um mistério, na verdade ela também é herdeira do velho Berdinazzi, revelando no final ser filha de Bruno Berdinazzi (Marcello Antony), outro irmão de Geremias, que morreu na guerra.

Rafaela era uma personagem rica e tinha tudo para brilhar, mas foi mal desenvolvida pelo autor, sabe Deus porque. Talvez o desempenho de Patrícia Pillar, impressionante na pele de Luana, tenha fascinado tanto Benedito, que o fez suplantar a história da dúbia Marieta. E quando a personagem não é bem desenvolvida por seu criador, conhecemos bem a preguiça de Glorinha para fazê-lo acontecer, e foi exatamente assim em O Rei do Gado, sua intérprete fez o personagem nas coxas, pouquíssimo inspirada.

Rafaela

Em Suave Veneno (1999), de Aguinaldo Silva, Inês era uma mulher enigmática, que após sofrer um acidente provocado por Waldomiro Cerqueira (José Wilker) e perder a memória, é acolhida por ele em sua casa e acaba se envolvendo amorosamente com o empresário, conhecido como “rei do mármore”. Na verdade, Inês era Lavínia, e o acidente que a vitimou não passava de uma armação para roubar uma fortuna em diamantes e arruinar Waldomiro, que fica inconformado ao descobrir que a mulher que amava desapareceu após roubá-lo. Ao reencontrar Lavínia, usada para executar um plano arquitetado pela advogada Clarice (Patricia França), filha bastarda de Waldomiro, ele e a falsa Inês vivem uma paixão conturbada.

Inspirada em Rei Lear, de Shakespeare, Suave Veneno tinha uma premissa promissora, mas o excesso de mistérios no início da trama afugentou a audiência, levando o autor a modificar os rumos de sua história, até mesmo tirando de cena Clarice, uma das principais personagens da novela, assassinando-a e suscitando o famoso “quem matou?”. Com a morte da advogada, a cabeça do plano que era a mola propulsora da história, a novela se perdeu completamente, tornando-se uma das menos lembradas de Aguinaldo Silva. E Inês/Lavínia, que prometia ser uma grande personagem, virou uma das heroínas mais apagadas das telenovelas. Nem o talento de Glória Pires conseguiu salvar.

Lavínia

Uma novela das sete, que reuniria pela segunda vez Glória Pires e Regina Duarte, 14 anos depois da dobradinha de sucesso em Vale Tudo, deixou o público noveleiro animado para conferir Desejos de Mulher (2002), de Euclydes Marinho. Nessa trama, Glória e Regina eram as irmãs Júlia Moreno e Andréa Vargas respectivamente, a primeira, uma figura mais popular, dona de casa e esposa apaixonada, que abriu mão da carreira de jornalista para se dedicar exclusivamente à família, e a segunda, uma rica e sofisticada estilista, referência no mundo da moda, que conquistou fama e status, mas nunca conseguiu construir uma família como a de sua irmã, abrindo mão do sonho de ser mãe. Júlia e Andréa não mantém relações. Devido à mágoas do passado não se falam e quando se encontram não conseguem se entender. Num desses encontros, em uma discussão acalorada, Júlia revela à Andréa que ela não é sua irmã biológica, pois foi adotado, e desse momento em diante a vida da estilista muda completamente.

A sinopse de Desejos de Mulher prometia grandes embates entre as irmãs rivais e era por isso que o público esperava, mas a novela tomou um rumo diferente. A vilã Selma, vivida com maestria por Alessandra Negrini, roubou todas as atenções para si como a grande inimiga de Andréa, que no fim revelava-se sua irmã biológica. A trama ficou bastante focada nos dramas de Andréa e acabou deixando a história de Júlia em segundo plano, e mais uma vez vimos o todo o talento de Glória Pires desperdiçado.

Júlia e os filhos Bernardo e Letícia

Mestre em reunir grandes elencos em suas novelas, Sílvio de Abreu não fez por menos em seu remake de Guerra dos Sexos (2012), e Glória Pires marcou presença em mais um casting estelar. A personagem era Roberta Leone, mesma vivida por sua xará Glória Menezes, na versão original de 1983.

Roberta é amiga de Charlô (Irene Ravache) e dona da Confecção Positano, que fornece roupas para a loja de departamentos Charlô’s. É mãe de Kiko (Johnny Massaro), e fica do lado da amiga Charlô, contra as armações de Otávio (Tony Ramos) e Felipe (Edson Celulari), de quem se torna inimiga mortal. Ao ficar viúva de Vitório (Carlos Alberto Riccelli), apaixona-se por Nando (Reynaldo Gianecchini), mas a relação deles fracassa. No final rende-se aos encantos de Felipe e o ranço vira amor.

A personagem não era ruim, mas a história datada de Sílvio de Abreu não causou nem de longe o impacto parecido com o da primeira versão. A novela passou em brancas nuvens como mais um fracasso das 19 horas, e assim, a Roberta de Glória Pires quase ninguém lembra.

Roberta

Beatriz é uma arquiteta que se casa por interesse com o milionário Evandro Rangel (Cássio Gabus Mendes) e passa a administrar a Construtora Souza Rangel. Filha de Estela (Nathalia Timberg) e enteada de Teresa (Fernanda Montenegro), ela é chantageada por Inês (Adriana Esteves), amiga de infância que sempre teve inveja dela, e está de posse de um vídeo, onde Beatriz e o motorista de seu marido, Cristóvão (Val Perré), estão aos beijos. Por conta disso, Beatriz mata o amante e mantém a inimiga por perto, com quem vive uma relação de cão e gato. Ela se apaixona por Diogo (Thiago Martins), filho de Cristóvão, envolve-se em outros crimes e é presa ao lado de Inês, com quem acaba morrendo, ao caírem de carro num precipício, em uma tentativa de fuga da prisão.

A novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga foi boicotada por evangélicos, que ficaram furiosos com as lésbicas idosas vividas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, o que fez os autores descaracterizarem toda a trama em busca da audiência perdida com o boicote. O resultado foi uma novela ótima sendo transformada em um Frankenstein, com um dos resultados mais pífios de audiência e principalmente qualidade narrativa. Mais uma vez Glória Pires flopou com toda a novela.

Beatriz

Quando achávamos que nada mais de pior poderia acontecer na carreira de Glória Pires, eis a morte anunciada: uma novela de Walcyr Carrasco. Tentamos acreditar que nada poderia ser pior do que o fiasco de Babilônia e muito menos duas vergonhas seguidas, mas O Outro Lado do Paraíso (2017), conseguiu reduzir a presença de Glorinha a algo bem insignificante. É verdade que a antecessora de Segundo Sol conseguiu se sair muito bem na audiência, provando mais uma vez que números e qualidade são coisas bem distintas, mas a Beth/Duda vivida por Glória foi lamentável.

Beth é uma mulher de origem humilde e modos simples. No início, mora no Rio de Janeiro com o marido rico e a filha pequena. Mas ao cair em uma armação do sogro, que não a aceita em sua família, é obrigada a forjar a própria morte e a se afastar de todos que ama. Após desaparecer, assume uma nova identidade: Duda. Entra num processo de autodestruição em função da bebida e da depressão. Vaga por várias cidades até voltar para o Tocantins, sua terra natal, e descobrir uma filha que julgava morta, Clara (Bianca Bin).

Em entrevistas sobre o perfil da personagem, Walcyr Carrasco dizia que Beth era diferente de tudo que Glória Pires já havia feito, mas pela quantidade de personagens dessa lista ele errou feio, seu papel em O Outro Lado do Paraíso apenas engrossou um rol que só cresce a cada novo trabalho de uma artista inigualável, que precisa voltar a nos embevecer com atuações do nível de Ruth e Raquel, Maria Moura, Nice e claro, Maria de Fátima.

Continuamos no aguardo…

Beth

 

 

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Relembre os atores que mais interpretaram vilões na carreira

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Uma curiosidade pessoal me trouxe a esse tema: quais foram os atores que mais interpretaram vilões na carreira? Pesquisando, estabeleci para esse ranking um mínimo de cinco vilões para cada ator. Dessa forma, cheguei aos seguintes números, em uma lista de 12 artistas: 5 vilãs para Cássia Kis; 6 vilões para Eva WilmaMiguel Falabella, Adriana Esteves  e Alessandra Negrini; 7 vilões para Gabriel Braga Nunes; 8 vilões para José de Abreu e Rubens de Falco; 9 vilões para Nathalia Timberg Carlos Vereza; e 10 vilões para Herson Capri e Joana Fomm.  Relembre-os:

CÁSSIA KIS

Cássia Kis ganhou sua primeira vilã em Quem é Você, trama das 18 horas, de Ivani Ribeiro, de 1996, e não parou mais. Refinando a cada nova vilã suas maldades, após Beatriz Maldonado – que interditou a irmã como louca para ficar com o marido dela -, vieram a elegante e ambiciosa Isabel, de Por Amor (1997), uma cobra, que não fazia tantas maldades com os mocinhos, mas bateu de frente com a vilã-mor, Branca (Suzana Vieira), tendo um caso com o seu marido e dando um golpe em sua empresa, na clássica novela de Manoel Carlos; Adma Guerreiro, de Porto dos Milagres (2001), de Aguinaldo Silva, talvez sua maior vilã, que dizimou boa parte dos personagens da trama, com o veneno que carregava no dedo em um anel; Zilda, em Eterna Magia (2007), de Elizabeth Jhin, onde era literalmente uma bruxa, que virou pó no último capítulo, de uma soturna novela das seis pouco lembrada; e Melissa, mais uma malévola escrita por Jhin, em Amor Eterno Amor (2012). A estilosa vilã, cobiçava ardentemente a fortuna da irmã Verbena (Ana Lúcia Torre), sendo capaz das piores atrocidades para que seu filho, Fernando (Carmo Dalla Vecchia), fosse o único herdeiro da tia, até mesmo sequestrando e desaparecendo com seu legítimo herdeiro, o próprio sobrinho, Rodrigo (Gabriel Braga Nunes).

Melissa em Amor Eterno Amor

EVA WILMA

A vilã mais popular e marcante da grande Eva Wilma foi a tresloucada Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque, em A Indomada, de Aguinaldo Silva, originalmente exibida em 1997. A megera, que misturava expressões em inglês com sotaque nordestino, era uma racista, que desprezava a nora negra; abandonou e escondeu um filho de todos, enquanto tratava-o como empregado; vendeu a sobrinha para um forasteiro; e no fim virou fumaça literalmente, estará de volta em julho, no canal Viva.

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Mas as maldades de Eva Wilma começaram muito antes da desprezível, porém cômica, Altiva. Em Angústia de Amar, novela de Dora Cavalcanti, exibida pela TV Tupi, em 1967, Vivinha era Patrícia, uma jovem capaz de qualquer coisa para não perder o noivo Roger (Cécil Thiré) para a mocinha Jane Champion (Aracy Balabanian). Em 1973, esteve à frente do grande sucesso de Ivani RibeiroMulheres de Areia, em sua primeira versão, encarnando a boazinha Ruth e a pérfida vilã Raquel, as inesquecíveis gêmeas da clássica história. Em Roda de Fogo, da Tupi, de 1978 (novela homônima à Global de 1986), Eva era Giovana/Gil, a mais ambiciosa das três filhas de Lear (Oswaldo Loureiro), em uma obra de Sérgio Jockyman, baseada em Rei Lear, de Shakespeare. Em 2004, encarnou Lucrécia Borges, em Começar de Novo, uma vilã pouco lembrada, devido a baixa repercussão da obra de Antônio Calmon. E fechando a lista com as maldosas de Eva, tivemos Cândida, uma vovó do mal, que manipulava o neto perturbado Henrique (Daniel de Oliveira), para que ele agisse ao seu bel prazer, em Desejo Proibido (2007), de Walther Negrão.

MIGUEL FALABELLA

As maldades de Miguel Falabella na telinha, começaram em 1984, com Renato, de Amor Com Amor se Paga, romântica e divertida trama das seis, de Ivani Ribeiro. Renato era um médico recém-formado, mimado e arrogante, que voltava a sua pequena cidade do interior para trabalhar com o pai após formar-se, mas não acostumava-se à vida simples da cidadezinha. De caráter duvidoso, ele seduzia a doce Ângela (Júlia Lemmertz), que caía em sua lábia.

Na segunda versão de Selva de Pedra, em 1986, adaptada por Eloy Araújo e Regina Braga, ele encarnou o cínico Miro. Em O Outro (1987), de Aguinaldo Silva, era o ambicioso e manipulador João Silvério. Na anárquica Mico Preto (1990), trama das sete de Marcílio Moraes, Euclydes Marinho e Leonor Bassères, ele deu vida aos gêmeos Zé Luís e Arnaldo, o primeiro um gay bem afetado e engraçado, o segundo um grande sedutor mau-caráter. Foi na minissérie de Dias Gomes, As Noivas de Copacabana (1992), que Falabella deu vida ao seu pior vilão, o tenebroso psicopata, matador de mulheres, Donato Menezes. Mas o vilão oxigenado Mauro, de Cara e Coroa (1995), novela das sete, de Antônio Calmon, também tocou o terror na pequena Porto do Céu, entre outras maldades, assassinando a própria esposa, Heloísa (Maitê Proença), empurrando-a de um penhasco.

Donato e uma de suas vítimas em As Noivas de Copacabana

ADRIANA ESTEVES

Apesar de idolatrada e inesquecível, muito antes de Carminha, em Avenida Brasil (2012), de João Emanuel Carneiro, Adriana Esteves fez vilanias de arrepiar. Sua primeiríssima inescrupulosa personagem, foi a fogosa e golpista Sandra, em Torre de Babel (1998), de Sílvio de Abreu. Vinda de mocinhas românticas, Esteves se saiu tão bem fazendo o mal, que terminou a trama das oito como a grande criminosa da história, aquela que explodiu o shopping e fez de tudo para incriminar o próprio pai. Em 2002, fez a mimada Amélinha Mourão, na trama das seis, Coração de Estudante, de Emanuel Jacobina, uma vilã mais light, tanto que se regenerou no final, mas não sem antes infernizar o casal de mocinhos, humilhar e desprezar o homem que amava, por ser um peão de sua fazenda, e rejeitar o próprio filho ao saber que seria mãe de uma criança com síndrome de down, o que também acabou sendo o caminho para sua regeneração.

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Em uma participação muito especial na novela Senhora do Destino (2004), Adriana viveu a icônica Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) jovem. Nessa fase, ela sequestrou a bebê Lindalva, filha de Maria do Carmo (Carolina Dieckmann), e fez o amante, José Carlos (Tarcísio Filho) separar-se da esposa, dizendo estar grávida, o que levou a morte da mulher por desgosto pela separação. Em 2015, ela representou a vilã flopada Inês, de Babilônia, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, um triste registro em sua carreira. E agora, podemos apreciar uma nova vilã escrita por JEC, a bandida e espirituosa cafetina Laureta, de Segundo Sol, atual cartaz das 21 horas, na Globo.

Laureta em Segundo Sol

ALESSANDRA NEGRINI

Alessandra Negrini cai muito bem em papeis de mulheres cínicas, dissimuladas, ambiciosas, enfim, vilãs com todos os adjetivos para ser detestada, e ao longo de sua trajetória na TV, onde nem fez tantos trabalhos comparada a algumas colegas de sua geração, ela encarnou mais vilãs que qualquer outro perfil. Presença bissexta na Televisão, Negrini estreou em 1993, no seriado Retratos de Mulher, chamou a atenção do público e da crítica apenas dois anos depois, na minissérie Engraçadinha (1995), de Leopoldo Serran, inspirada na obra de Nelson Rodrigues, como a personagem-título jovem. Mas somente em 1997, no remake de Anjo Mau, adaptado por Maria Adelaide Amaral, para o horário das seis, que se firmou como uma bela atriz ao dar vida a insuportável Paula, maior rival da protagonista Nice (Glória Pires), que moveu céus e terras para separá-la de Rodrigo (Kadu Moliterno).

Após algumas mocinhas pouco expressivas, a desequilibrada Selma Dumont, de Desejos de Mulher (2002), novela de Euclydes Marinho, no horário das sete, fez a atriz arrancar elogios da crítica especializada novamente. Ocupando o lugar que seria de Cláudia Abreu, que engravidou, Alessandra ficou com as gêmeas de Paraíso Tropical, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, em sua primeira novela das oito (antes, sua única participação no horário foi em apenas uma cena de Celebridade) . Vivendo Paula e Taís, claro que foi a interesseira Taís Grimaldi, a irmã má, que roubou a cena.  As vilãs seguintes foram todas no horário das seis e de época: Catarina era uma vilã no início do século XX, 1904, em Lado a Lado, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage, sempre pronta à destruir a felicidade da mocinha, Laura (Marjorie Estiano). Suzana, também era de época, mas vivia nos frenéticos anos 1970, em Boogie Oogie, de Rui Vilhena. Uma vilã, que simplesmente trocou a filha do amante casado por outra, na maternidade, porque ele não quis deixar a esposa pra ficar com ela. Bem doida. E atualmente, conferimos os ardis de mais uma Susana, dessa vez em Orgulho e Paixão, de Marcos Bernstein.

Taís em Paraíso Tropical

GABRIEL BRAGA NUNES

Gabriel Braga Nunes, assim como Alessandra Negrini, fica muito bem em personagens pérfidos e antipáticos. Não à toa com alguns anos a menos de carreira televisiva do que a colega, já interpretou um odioso a mais que ela. Na mesma Anjo Mau, debutou nas maldades, como aprendiz do inescrupuloso Rui Novaes (Mauro Mendonça) pai da Paula, de Alessandra, com quem, aliás terminou junto no final. Em 2002, encarnou um maldoso sobrenatural na pele do vampiro Victor Victório, na trama das sete, de Antônio Calmon, O Beijo do Vampiro. Transferiu-se para a Record TV em 2006, para viver o herói de Cidadão Brasileiro, mas em 2007, voltou a ser vampiro na alucinada Caminhos do Coração, novela trash de Tiago Santiago, que fez grande sucesso. Gabriel era o delegado Taveira, corrupto e mau-caráter antes de ser transformado em vampiro, o personagem permaneceu na continuação da saga, Os Mutantes (2008).

De volta à Globo, o ator substituiu Fábio Assunção em Insensato Coração (2011), novela das nove de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, onde se destacou como o ganancioso Léo, tornando-se queridinho da emissora, que logo o escalou para um novo ser desprezível. Dessa vez, Gabriel viveu Laerte, na famigerada Em Família (2014), de Manoel Carlos, ele não matava, não roubava, mas era um abusador emocional detestável. Em Liberdade Liberdade (2015), novela das onze, de Mário Teixeira, era o terrível Duque de Ega, que pagou suas maldades na forca. E por fim, Thomas Johnson, de Novo Mundo (2017), o implacável algoz da mocinha Anna Millman (Isabelle Drummond), na novela das seis de Tereza Falcão e Alessandro Marson.

Thomas Johnson em Novo Mundo

JOSÉ DE ABREU

O ator José de Abreu aprontou maldades em oito tramas diferentes. Na extinta TV Manchete, esteve na pele de Ryan e Marcelo, dois mau-caráteres de épocas diferentes, em Amazônia, novela de Jorge Duran e Denise Bandeira, exibida em 1991. O primeiro vivia no final do século XIX, enquanto o segundo existia no século XXI. Em 1993, na Globo, ele foi Geraldo, um homem violento, que perseguia a esposa, Cláudia (Patrícia França), tentando fugir dele desesperadamente, em Sonho Meu, novela das 18 horas, de Marcílio Moraes. Capanga da assassina Adma (Cássia Kis), em Porto dos Milagres, Eriberto executou muitas maldades a mando da pérfida patroa, por quem era apaixonado, e com quem acabou morrendo lado a lado ao fazê-la tomar do próprio veneno, e em seguida fazendo o mesmo. Em Desejos de Mulher, Bruno atormentou e foi o mais canalha dos homens com Andréa (Regina Duarte). Depois de traí-la e roubá-la, fez com que ela voltasse para ele como se nada tivesse acontecido, quando ela sofreu um acidente e perdeu a memória. Aproveitando-se da fragilidade dela, conseguiu separá-la de seu verdadeiro amor, Diogo (Herson Capri), levando-a de volta pra casa e fazendo-a acreditar que ainda eram um casal apaixonado, com o único intuito de continuar manipulando-a.

Em Senhora do Destino fez Josivaldo, o principal cúmplice de Nazaré em suas tramoias contra Maria do Carmo (Suzana Vieira), sua ex-mulher, a quem abandonou com os cinco filhos ainda crianças, reaparecendo mais de 25 anos depois, somente para extorqui-la. Em 2012, transformou Nilo, de Avenida Brasil, no papel mais marcante de sua carreira. Em Joia Rara, de Thelma Guedes e Duca Rachid, novela das seis de 2013, viveu o rico, duro e arrogante, Ernest Hauser. E foi o grande vilão Gibson, de A Regra do Jogo (2015), de João Emanuel Carneiro, novela das nove, que tinha como principal mistério, a identidade do Pai, líder de uma facção criminosa e cabeça de todas as atrocidades cometidas na história. O Pai, era o milionário da indústria farmacêutica, Gibson Stewart.

Nilo em Avenida Brasil

RUBENS DE FALCO

O ator Rubens de Falco, falecido em 2008, deixou sua marca na teledramaturgia com vilões assustadores. De tão marcantes suas atuações como homens maus, tem-se a impressão de que fez bem mais personagens maldosos do que apenas os oito dessa lista. Foram eles: Leôncio Almeida, em Escrava Isaura (1976), adaptação de Gilberto Braga para a TV, na Globo, o primeiro e, talvez o pior de todos em sua carreira. Leôncio era cruel, asqueroso e odiável; Samir Hayalla, em O Astro, de 1977, de Janete Clair; foi Vladimir, em Drácula, Uma História de Amor (Tupi) e Um Homem Muito Especial (Band), de Rubens Ewald Filho, em 1980, vivendo o próprio Conde Drácula; dez anos após Escrava Isaura, voltou em Sinhá Moça, como o pai de Lucélia Santos, mas não menos cruel, na pele do Barão de Araruna, em Sinhá Moça (1986), adaptação para a TV, de Benedito Ruy Barbosa; em 1989, deu vida a Abílio Mendonça, em Pacto de Sangue, novela das seis, de Regina Braga e Sérgio Marques, na Globo; um banqueiro que aceita a filha de seu maior credor como garantia de pagamento, casando-se com ela e transformando sua vida em um inferno, era o americano McGregor, em Salomé (1991), de Sérgio Marques, às 18 horas, na Globo; Coronel Tibúrcio foi mais um homem poderoso e cruel, na minissérie de Jorge Furtado, baseada em obra de Rachel de Queiroz, Memorial de Maria Moura (1994), na Globo; e na última e fracassada novela da extinta TV Manchete, Brida (1998), encarnou Vargas, um bruxo poderosíssimo, que antagonizava com a bruxa do bem, Brida (Carolina Kasting).

NATHALIA TIMBERG

A grande Nathalia Timberg foi bem má em diversos trabalhos. Em sua galeria constam: Eleonora, em Rosa dos Ventos, novela de Teixeira Filho, exibida pela TV Tupi, em 1973; Juliana, a perversa governanta de A Sucessora, de Manoel Carlos, trama das 18 horas da Globo, em 1978; Eva, enfermeira sem escrúpulos, que faz uma troca de bebês, por dinheiro, em Elas por Elas (1982), novela das sete, de Cassiano Gabus Mendes; Constância Eugênia, de O Dono do Mundo (1991), uma das inesquecíveis vilãs escritas por Gilberto Braga para ela; a amarga Nágila, em De Corpo e Alma, novela das oito, de Glória Perez, de 1992; Mãezinha, exploradora de menores de rua, na novela O Campeão, de Mário Prata e Ricardo Linhares, exibida pela Bandeirantes, em 1996; Tereza, maior rival da protagonista, Zazá (Fernanda Montenegro), na novela Zazá, de Lauro César Muniz, em 1997; a terrível e inesquecível Idalina, de Força de Um Desejo, de Gilberto Braga e Alcides Nogueira, novela das seis, de 1999; e Iolanda Mendes, não tão malvada, mas uma trambiqueira de mão cheia, em Celebridade (2003), mais uma de Gilberto Braga.

Idalina em Força de Um Desejo

CARLOS VEREZA

Carlos Vereza também está no rol de atores com muitos vilões no currículo. Ele foi o intérprete de Miro, na primeira versão de Selva de Pedra, de Janete Clair, em 1972. Em Aritana (1978), de Ivani Ribeiro, na Tupi, viveu o mau-caráter Julião. Como Francisco de Montserrat, em Direito de Amar (1987), novela das seis, de Walther Negrão, aceitou Rosália (Glória Pires), filha de um homem que o devia alta quantia em dinheiro, como pagamento pela dívida, casando-se com ela, mesmo sabendo que a moça e seu filho, Adriano (Lauro Corona), estavam apaixonados. Cruel ao extremo, o Senhor de Montserrat, foi um dos mais pérfidos vilões de Vereza. O misterioso Vidal, em De corpo e Alma(1992), de Glória Perez, o próprio coisa ruim. Vilanova, na minissérie A Madona de Cedro (1994), de Walther Negrão. O bandido Amorim, em Cara e Coroa (1995), novela das sete, de Antônio Calmon. Silveira, em Corpo Dourado (1998), de Antônio Calmon. Joaquim, em O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, em 2000. E Ademar, em mais uma novela das sete de Antônio Calmon, Começar de Novo (2004).

HERSON CAPRI

Fechando a lista com os atores que mais interpretaram vilões na carreira, começamos com Herson Capri. Foram 10 seres do mal defendidos pelo ator: Sérgio, em Partido Alto (1984), trama das oito, de Glória Perez e Aguinaldo Silva; Antônio Barjal, em Olho por Olho (1988), da Manchete, novela de José Louzeiro; Carlos, marido estúpido e traído pela esposa Eduarda (Vera Fischer), em Riacho Doce (1990), minissérie de Aguinaldo Silva, baseada na obra de José Lins do Rêgo; o terrível capitão Justo, na minissérie de Vicente Sesso, adaptada do romance de Jorge Amado, Tereza Batista (1992); coronel Teodoro, em Renascer (1993), novela das oito, de Benedito Ruy Barbosa, era o grande inimigo do herói, José Inocêncio (Antônio Fagundes); o empresário criminoso, Marco Monterrey, em Anjo de Mim, novela das seis, de Walther Negrão, em 1996; Arthur Junqueira, em Vila Madalena (1999), outra trama de Negrão, no horário das sete; um mau-caráter covarde era Otaviano, em Cobras e Lagartos (2006), novela das 19 horas, de João Emanuel Carneiro; Horácio Cortez e Otávio, foram os dois últimos vilões que viveu, ambos escritos por Gilberto Braga, o primeiro em Insensato Coração (2011) e o segundo, na famigerada Babilônia (2015).

Capitão Justo em Tereza Batista

JOANA FOMM

E finalmente, com o mesmo número de Herson Capri, Joana Fomm. Responsável por vilãs marcantes, Joana é mestra em mulheres más. Sua primeira malvada foi Paula, em Papai Coração (1976), de José Castellar, exibida pela TV Tupi. Depois foi a vez de Yolanda Pratini, em Dancin’ Days (1978), de Gilberto Braga, que também escreveu sua vilã seguinte, em Corpo a Corpo (1984), Lúcia. Às seis da tarde, fez Fausta, em Bambolê (1987), de Daniel Más. Em 1989, seu grande momento, em Tieta, como a beata hipócrita e maluca, Perpétua, na clássica obra de Aguinaldo Silva, baseada em Jorge Amado.

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Em outra trama de Aguinaldo Silva, Fera Ferida (1993), fez a sofisticada, porém repulsiva Salustiana. Eugênia Carlota foi sua vilã seguinte, em nova adaptação de As Pupilas do Senhor Reitor (1995), no SBT, escrita por Lauro César Muniz. Ainda no SBT viveu Yara, em Razão de Viver (1996), novela de Analy A. Pinto e Zeno Wilde. Na Globo, retornou como vilã às 18 horas, em Esplendor (2000), de Ana Maria Moretszohn, foi a paraplégica Olga, deficiente física, mas não por isso menos maléfica. E após um afastamento da TV, retornou em participação especial como outra malvada, em Boogie Oogie (2014), de Ruy Vilhena, onde interpretou Odete.

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Marina Ruy Barbosa completa 23 anos; relembre os principais trabalhos da atriz

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A atriz Marina Ruy Barbosa completa 23 anos muito bem vividos, neste sábado (30). A ruiva, que cresceu em frente aos nossos olhos na TV, vive um ano de muito trabalho e realizações. No ar como a protagonista Amália, na novela medieval “Deus Salve o Rei”, que deve chegar ao fim em julho, a jovem atriz não terá férias. Ela já emendará expediente com as gravações da próxima novela das 21h, “O Sétimo Guardião”, com estreia prevista para novembro.

Marina Ruy Barbosa em Deus Salve o Rei

Amália é a heroína da atual trama das sete. Imagem: Famosidades

Na próxima história do horário nobre, Marina também viverá a principal mocinha do enredo, formando par romântico com Bruno Gagliasso. Sua escolha para o papel foi decisão do autor Aguinaldo Silva, que não abriu mão da sua pupila. No ar também em seu primeiro papel de maior relevância, ainda criança, na novela “Belíssima”, a ruivinha vive agora o auge do sucesso. Casou-se, no final do ano passado, com toda pompa e circunstância com o piloto Xandinho Negrão, é um dos nomes mais fortes no mercado publicitário e uma das artistas mais badaladas nas redes sociais. Somente no Instagram, a canceriana é seguida por mais de 25 milhões de fãs.

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Relembre a seguir alguns dos principais trabalhos dessa jovem e notável estrela global.

1 – Belíssima (2005)

Marina Ruy Barbosa em Belíssima

Ainda criança, Marina gravou cenas na Grécia para novela das nove. Imagem: Purepeople

Essa não foi a estreia de Marina Ruy Barbosa, que já havia feito uma participação em “Começar de Novo” (2004), mas foi certamente seu primeiro papel de destaque. Em horário nobre, a então garotinha de 10 anos contracenava com grandes nomes, como Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Cláudia Abreu e Glória Pires. Uma verdadeira escola de interpretação. Na trama de Sílvio de Abreu, a ruivinha era Sabina, menina esperta, alvo da disputa de sua mãe com a megera Bia Falcão, papel de Fernanda. Por sua atuação, foi agraciada com o Prêmio Contigo Brasil de Melhor Atriz Mirim.

2 – Escrito nas Estrelas (2010)

Marina Ruy Barbosa em Escrito nas Estrelas

Marina usou dreads para viver personagem rebelde. Imagem: Purebreak

Marina participou desse marcante sucesso de Elizabeth Jhin encarnando Vanessa, uma adolescente rebelde que vivia problemas de relacionamento com a mãe, a médica Jane (Gisele Fróes). Nessa novela, ela usou dreadlocks em suas lindas madeixas ruivas, e também deu seu primeiro beijo da ficção: foi com o ator Bruno Pereira, com quem já havia contracenado em “Começar de Novo”. Foi premiada pelo Prêmio Arte Qualidade Brasil na categoria Melhor Atriz Infanto-Juvenil.

3 – Morde & Assopra (2011)

Marina Ruy Barbosa em Morde e Assopra

Marina e Klebber fizeram casal de grande sucesso. Imagem: GShow

Em seu primeiro papel mais adulto, Marina deu vida à patricinha Alice, uma jovem arrogante e mimada que desprezava as pessoas mais pobres, mas se tornava vítima do golpe do baú do mau-caráter Guilherme (Klebber Toledo), que se aproximava da rica garota mentindo ser um médico de família nobre. Os dois atores se apaixonaram nos bastidores da novela e engataram um namoro na vida real. A trama de Walcyr Carrasco proporcionou à ruiva diversas cenas dramáticas e o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo Prêmio Contigo de TV.

4 – Amor à Vida (2013)

Marina Ruy Barbosa em Amor à Vida

Sua personagem em Amor à Vida morreu em meio a polêmica nos bastidores. Imagem: Veja

Em seu regresso ao horário nobre em uma novela de Walcyr Carrasco, Marina interpretou Nicole, jovem milionária romântica que descobre ter uma doença terminal e acaba se apaixonando pelo aproveitador Thales (Ricardo Tozzi). A trama de sua personagem foi envolta de muita polêmica, já que a atriz teria se comprometido a raspar os cabelos pela personagem, que fazia quimioterapia, mas desistiu de última hora, o que teria motivado o autor da novela a matá-la.

5 – Império (2014)

Marina Ruy Barbosa em Império

Maria Isis foi o primeiro papel sexy da carreira da atriz. Imagem: Observatório da Televisão

A trama de Aguinaldo Silva mostrou um lado mais sensual e provocativo de Marina, na pele da ninfeta Maria Isis, jovem amante do protagonista, o empresário José Alfredo (Alexandre Nero). Os dois tinham muitas cenas quentes de sexo e Marina antagonizava com a esposa do Comendador, Maria Marta, papel de Lília Cabral – de quem voltará a ser inimiga em “O Sétimo Guardião”.

6 – Totalmente Demais (2015)

Marina Ruy Barbosa em Totalmente Demais

Eliza foi a primeira protagonista de Marina Ruy Barbosa. Imagem: Famosos na Web

Foi na novela de Rosane Svartman e Paulo Halm que Marina Ruy Barbosa ganhou sua primeira protagonista: a batalhadora Eliza, jovem que sofre com o assédio do padrasto, Dino (Paulo Rocha), e vê sua vida mudar ao se tornar modelo. Dividida entre o “príncipe” Arthur (Fábio Assunção) e o “sapo” Jonatas (Felipe Simas), Eliza viveu uma versão moderna da Cinderela que foi até mesmo indicada ao Emmy Internacional de Melhor Telenovela. A ruiva ganhou o Troféu Imprensa de Melhor Atriz por seu desempenho.

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7 – “Justiça”  (2016)

Marina Ruy Barbosa e Jesuíta Barbosa

Marina e Jesuíta protagonizaram cenas fortes em minissérie. Imagem: Extra Online

A minissérie de Manuela Dias ousou com uma trama forte e cheia de cenas dramáticas. Marina fez uma marcante ponta no primeiro capítulo da trama, vivendo Isabela, jovem que é morta a tiros pelo namorado Vicente (Jesuíta Barbosa), quando este a flagra transando com outro homem.

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