Em Vale Tudo, César (Cauã Reymond) e Olavo (Ricardo Teodoro) vão mergulhar num universo inusitado e surpreendentemente lucrativo: o comércio de bonecos realistas conhecidos como bebês reborn. A novela deve tratar o assunto atualmente em alta com bastante ironia.

A entrada dos dois nesse mercado improvável começa com tom de escárnio, mas a brincadeira logo revela ser mais rentável do que imaginavam. “Essas mulheres que compram bebê reborn não batem muito bem, né?”, diz César. Olavo completa: “Tudo dodói. Pra querer brincar de boneca nessa altura da vida”. Em tom de julgamento, o outro arremata: “Tem umas com filho criado já e tão aí, brincando que nem criança”.
Os amigos passam a vender os reborns pelas ruas do Rio de Janeiro como se fossem artigos raros de luxo. Numa das cenas, César dribla uma fila com um boneco nos braços e justifica: “Criança de colo tem prioridade!”, diz, fingindo ser pai.
Quem se deixa envolver mais profundamente pela fantasia é Aldeíde (Karine Teles). Fascinada pela ideia de cuidar de um “filho”, ela se endivida para adquirir um dos bonecos vendidos por César. A compra ocorre em clima quase clandestino, como se estivesse cometendo um ato proibido. Ao receber o reborn, emocionada, ela o batiza: “Você vai ser a Amelie. Linda!”.

A partir desse momento, Aldeíde passa a tratar Amelie como se fosse realmente sua filha. Ela compra roupas combinando e chega a levar o “bebê” para o trabalho. Quando sua amiga Consuêlo (Belize Pombal) a questiona, Aldeíde responde: “Eu sei que a Amelie é uma boneca, mas eu gosto de fingir que ela é um bebê. E daí? É a minha vida!”.
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