Vale Tudo vai escancarar de vez a natureza controladora e insensível de Odete Roitman (Debora Bloch). Durante anos, a bilionária escondeu que Leonardo (Guilherme Magon), seu primogênito, está vivo e paraplégico — consequência de um acidente que ela provocou e atribuiu à filha, Heleninha (Paolla Oliveira).
O segredo, cuidadosamente mantido por mais de uma década, começa a ruir com a morte de Nice (Teca Pereira), a única pessoa responsável pelos cuidados do rapaz até então.

A revelação vem por meio de uma escalada de acontecimentos. Primeiro, Nice é internada, e a ausência de movimentações na conta bancária da cuidadora chama a atenção de Odete. Em seguida, a empresária aparece no sítio onde Leonardo vive recluso, já ciente de que sua funcionária morreu. No local, ela encontra Ana Clara (Samantha Jones), que cuidava da avó e agora tenta lidar com a situação.
Odete é direta: oferece R$ 20 mil mensais para que a jovem assuma o lugar da avó, sem qualquer consideração pela perda recente da moça. Ana Clara recusa a proposta e não abaixa a cabeça diante da vilã.
“A minha vó passou 13 anos sem vida, sem sair de casa, pra cuidar do Leonardo. E ela morreu pobre. Igual a como nasceu. Não. Mas eu sou a única pessoa no mundo que sabe que esse deficiente é seu filho. E se a senhora não aceitar o meu valor, eu vou contar pra todo mundo”, ameaça.
Sem rodeios, a personagem de Samantha Jones deixa claro que está disposta a romper o silêncio que cerca a identidade de Leonardo. É a primeira vez que alguém ameaça revelar o segredo que Odete sustenta desde o acidente. Pressionada, a dona da TCA cede, mas impõe novas exigências — e é nesse ponto que a frieza da personagem se mostra congelante.
“Eu aceito seu preço, mas tenho as minhas condições. Pra começar, acabou esse negócio de ficar desfilando com essa cadeira de rodas. Me incomoda. […] Não é possível que esse suplício vá durar por muitos anos, ainda mais agora com as convulsões”, dispara a megera.
“Eu amava o meu filho… Leonardo era o meu preferido, mas ele morreu num acidente de carro 13 anos atrás, meu bem. O resto é controle de danos”, encerra Odete.

Essa trama é uma guinada inédita em relação à novela original de 1988, em que Leonardo realmente morria no acidente — ele era apenas citado. Apenas nos últimos capítulos revelou-se que era Odete quem estava no volante do carro na hora do acidente.
No remake, o personagem sobrevive, mas é mantido fora de cena como uma espécie de fantasma incômodo, tratado pela mãe como símbolo de vergonha e obstáculo à sua imagem pública.







