A guerra de Odete Roitman (Debora Bloch) contra Raquel (Taís Araujo) vai atingir seu ponto mais cruel em Vale Tudo. Após descobrir que a irmã é sócia majoritária da Paladar, dona de 65% das ações, a vilã ganha uma munição para uma chantagem impiedosa: se não vender sua parte na empresa, Celina (Malu Galli) corre o risco de ver a sobrinha Heleninha (Paolla Oliveira) saber ela ajudou a mulher que “acabou” com seu casamento.

Com medo de colocar em risco a frágil recuperação emocional da filha, Celina cede à pressão. Sem alternativas, assina os papéis que transferem a Paladar para as mãos de Odete. Assim, a megera fica com o controle total da empresa.
A nova dona, no entanto, não tem interesse em tocar o restaurante. Pelo contrário: faz questão de decretar o fechamento imediato. Raquel é pega de surpresa quando Odete surge na Paladar apenas para anunciar a decisão, como se fosse uma espécie de troféu pessoal.
“Eu tenho 65% dessa bagaça aqui… E eu decidi liquidar a empresa. Eu estou aqui pra dizer que a Paladar vai fechar amanhã”, anuncia Odete.

Devastada, Raquel tem de encarar não apenas a perda da empresa que construiu com tanto esforço, mas também a dolorosa tarefa de comunicar aos funcionários que todos estão sendo dispensados. Em um discurso emocionado, ela promete honrar os direitos trabalhistas de cada um, ainda que isso a mergulhe em dívidas.
A notícia cai como uma bomba entre Poliana (Matheus Nachtergaele), Bartolomeu (Luis Melo), Pascoal (Leandro Leo), Lucimar (Ingrid Gaigher) e tantos outros que acompanharam sua trajetória desde o início. Raquel confessa que confiou na pessoa errada e agora todos estão pagando o preço.
Nos capítulos seguintes, a empresária terá de lidar com o peso das dívidas e com o fechamento oficial da Paladar. Enquanto desmonta o espaço ao lado de Ivan (Renato Góes), lembranças de toda a sua caminhada vêm à tona: desde os primeiros sanduíches vendidos na praia até a inauguração triunfal do restaurante na hípica.
O capítulo termina com Raquel em lágrimas, mas também com a chama da resistência ainda acesa. Para ela, admitir a derrota não é uma opção.




