A casa vai cair para Jaques (Marcello Novaes) em Dona de Mim, e não restará outra opção a não ser correr. Quando o cerco finalmente se fecha em torno do assassinato de Abel (Tony Ramos), o vilão mostra que, além de cruel, é liso como quiabo.

Jaques não só consegue escapar das garras da lei, como ainda engana a própria família e deixa o sobrinho, Samuel (Juan Paiva), com cara de tacho antes de sumir no mundo.
Tudo começa quando a paciência de Danilo (Felipe Simas) chega ao limite. Exausto de viver sob as ameaças constantes e o jogo sujo de Jaques, ele resolve chutar o balde. O rapaz procura a delegacia decidido a abrir o bico.
Ele entrega todos os detalhes sórdidos sobre a morte de Abel para a delegada Valquíria (Lummy Kin). A autoridade não perde tempo: detém o delator, mas imediatamente expede um mandado de prisão preventiva contra Jaques. O problema é que notícia ruim corre rápido, e o antagonista logo percebe que sua liberdade está por um fio.

Sentindo o perigo no cangote, Jaques arma seu plano de emergência. Antes de abandonar a mansão dos Boaz, ele protagoniza uma cena digna de ator de cinema: despede-se discretamente de sua mãe, Rosa (Suely Franco), e dos filhos, Davi (Rafael Vitti) e Ayla (Bel Lima). A família, inocente, não percebe que aquele “tchau” tem gosto de adeus definitivo.
Quem tenta estragar a fuga é Samuel. Já ciente de que o tio tem sangue nas mãos, o rapaz tenta bloquear a saída dele. No entanto, Jaques prova que é mestre na arte da trapaça. Ele dá um verdadeiro “chapéu” no sobrinho, despista-o, e consegue cruzar os portões da mansão antes que a polícia aponte na esquina.
Apesar de conseguir escapar, a vida de foragido não começa com glamour. Jaques pega carona com um motoqueiro aleatório e a situação sai do controle: ele acaba sendo agredido durante o trajeto.
Mesmo levando a pior fisicamente, o personagem de Marcello Novaes atinge seu objetivo. Ele encontra um esconderijo seguro e deixa as autoridades a ver navios, mantendo-se longe das grades por enquanto.

Sobra para Samuel a missão mais ingrata de todas: contar a verdade para quem ficou. O galã reúne a avó e os irmãos para revelar o impensável. Ele conta com todas as letras que Jaques foi o sabotador responsável pelo acidente fatal que tirou a vida de Abel.
Dona Rosa, que já vinha se decepcionando com o filho caçula a ponto de chamá-lo de “monstro”, fica sem chão. Para Davi, a dor é dupla: além do luto, ele precisa digerir o fato de que seu pai biológico foi capaz de matar o próprio irmão, o homem que o criou como filho.




