A Globo planeja testar um novo horário dedicado a novelas curtas, com histórias concisas de aproximadamente 60 capítulos e duração máxima de 30 minutos. O projeto, já em desenvolvimento, busca conquistar o público que tem demonstrado crescente interesse por narrativas mais ágeis, semelhantes aos populares dramas asiáticos.

A ideia é exibir essas tramas mais curtas no fim de tarde, horário abrigou Malhação por 25 anos. A escolha estratégica deste espaço na grade sugere uma tentativa de renovar o interesse do público juvenil e adulto, criando um fluxo natural para a novela das seis.
As novelas criadas para a faixa serão mais enxutas, com elencos reduzidos e histórias mais focadas. A inspiração vem do sucesso dos doramas e k-dramas, modelos que conquistaram audiências globais, e a estreia ficará a cargo de um romance assinado por Walcyr Carrasco.
O lançamento, contudo, será prioridade do Globoplay. A TV aberta exibirá algum tempo depois, como aconteceu com Todas as Flores (2022). As informações são do site Notícias da TV.
Analistas do setor apontam que esta diversificação de formatos pode representar uma importante oportunidade para renovação de talentos no mercado audiovisual brasileiro. Com produções mais enxutas e, consequentemente, de menor risco financeiro, abre-se espaço para novos autores, diretores e atores testarem suas capacidades antes de assumirem projetos de maior envergadura.

O futuro dessa nova faixa dependerá do desempenho da primeira produção, liderada por Walcyr Carrasco, um dos pilares criativos da emissora. Aos 73 anos, o autor de sucessos como Alma Gêmea (2005) e Verdades Secretas (2015) segue incansável, mesmo enfrentando problemas de mobilidade.
O dramaturgo, aliás, assina a sinopse e os 30 primeiros capítulos da próxima novela das seis, Êta Mundo Melhor!, sequência de Êta Mundo Bom (2016), que estreia no final de junho. O autor Mauro Wilson ficou encarregado de tocar a comédia até o fim.
Carrasco já prepara uma novela das nove, prevista para 2026, enquanto trabalha no projeto piloto que vai inaugurar a nova faixa de folhetins da Globo.
A ideia de adotar novelas mais curtas não significa, porém, que os tradicionais formatos longos serão abandonados. Em recente entrevista, Amauri Soares, executivo dos Estúdios e da TV Globo, reforçou que as tramas das seis, sete e nove continuarão como sempre foram. Ele explicou que, apesar da popularidade de histórias mais curtas para o streaming, as produções com quase 200 capítulos ainda demonstram forte engajamento na TV aberta.
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