A morte de Alexandre (Guilherme Fontes) não significará o fim de seus atos de crueldade em A Viagem. Pelo contrário: é a partir de sua passagem para o plano espiritual que o vilão iniciará uma campanha de vingança contra todos aqueles que, segundo sua visão distorcida, contribuíram para sua desgraça.
Preso ao Vale dos Suicidas — uma dimensão sombria e repleta de sofrimento, inspirada nos conceitos do espiritismo —, Alexandre passa a vivenciar dores profundas, resultado de suas escolhas em vida e da forma trágica como partiu. Mesmo diante do sofrimento, o espírito resiste a qualquer tentativa de redenção.
Alberto (Cláudio Cavalcanti), ciente da situação, chega a organizar correntes de oração para tentar encaminhá-lo à luz, mas o vilão recusa qualquer ajuda.

Incapaz de aceitar seu destino, Alexandre começa a intervir no mundo dos vivos, assumindo o papel de espírito obsessor. Seu primeiro alvo é Raul (Miguel Falabella). Usando sua influência espiritual, o jovem começa a manipular Guiomar (Laura Cardoso), sogra do irmão, amplificando as mágoas e as intolerâncias da idosa.
Aos poucos, a convivência entre Raul e Guiomar se transforma em um campo minado de pequenas agressões. Todos estranham o comportamento da mãe de Andressa (Thais de Campos), que antes tinha verdadeira adoração pelo genro.
Mas Alexandre não para por aí. Determinado a espalhar discórdia, ele amplia seu raio de ação e passa a influenciar outros personagens. Tato (Felipe Martins), até então um jovem controlado, sofre uma reviravolta de personalidade: torna-se rebelde, desafiador e passa a causar preocupação ao pai, Otávio (Antonio Fagundes).
Já Téo (Maurício Mattar), também sob a ação do espírito vingativo, começa a apresentar comportamentos explosivos, tornando-se instável e agressivo.







