Em Dona de Mim, Jaques (Marcello Novaes) é chamado à delegacia após um policial encontrar Rosa (Suely Franco) completamente desorientada pelas ruas da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Ao chegar, o vilão não é reconhecido pela mãe. Rosa acredita estar em outro tempo de sua vida, convencida de que ainda é jovem e de que os filhos são pequenos. Ela insiste em esperar pelo marido. Jaques aproveita a confusão para arrancar uma confissão da idosa.
“A senhora tem dois filhos, não é mesmo? Algum favorito? Os pais sempre tem um favorito?”, questiona o canalha.
“Eu amo meus filhos igual. O Jaques é mais insatisfeito. Acha que o que é dos outros é sempre melhor do que o dele… É um menino difícil, sim, desafiador, mas amo muito meus dois filhos”, responde a idosa.
De volta à casa dos Boaz, Rosa segue em estado de confusão e sequer reconhece Samuel (Juan Paiva). O vilão, diante de todos, anuncia sem rodeios sua intenção: “Eu vou interditar minha mãe. Pedir a curatela dela e acabar com essa palhaçada. Entendeu?”.
Para sustentar o plano, Jaques vasculha o quarto da matriarca e encontra exames recentes, incluindo uma análise cognitiva e uma biópsia cerebral. Esses documentos se tornarão peça-chave no pedido judicial que pretende mover.
Capítulos depois, o golpe funciona. A Justiça dá razão ao antagonista, e ele volta a ocupar a presidência da Boaz. Determinado a eliminar qualquer marca da administração de Samuel, começa a reverter contratações e impor seu estilo de comando.
Apesar da vitória de Jaques, a trama não ficará por aí. Samuel promete lutar para reaver a curatela da avó e não deixa barato. Rosa, por sua vez, se vê no centro da disputa, fragilizada pela própria condição e angustiada por perceber que está sendo usada no embate entre filho e neto.







