Em Tieta, Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), prestes a partir deste mundo, finalmente revela o segredo em torno do dinheiro que guardara por tanto tempo. Em seus últimos dias de vida, ele exige que Tieta (Betty Faria) realize seu maior desejo, dando-lhe as cabras que ele tanto sonha.
A protagonista hesita. Promete que dará a resposta na hora certa, mas algo dentro dela se incomoda com o pedido. Mais tarde, confronta o pai e impõe uma condição: só satisfaz sua vontade se ele contar o que fez com todo o dinheiro enviado ao longo de anos.
Esse reencontro traz à tona ressentimentos profundos. Zé Esteves abre o coração, confessando sua tristeza desde o dia em que expulsou a filha de Santana do Agreste. Ele carregava uma culpa pesada, mas isso não basta para quebrar a mágoa de Tieta. Decidida, ela nega o pedido do pai.
Num ato tresloucado, o velho pega uma peixeira e arrasta a filha até o quart, jogando-a sobre a cama. Em um ataque de fúria, ele rasga o colchão, de onde voam centenas de cédulas, já inutilizadas pelo tempo. Tieta diz que aquilo não compra mais nem a miséria dele.
O delírio toma conta do avarento, e suas últimas forças se esgotam. Ele morre na sala, enquanto Bafo de Bode (Benvindo Siqueira), com um megafone em mãos, anuncia a notícia na praça.
A alma de Zé Esteves encontra descanso em uma visão onírica, onde aparece rejuvenescido, conduzindo suas tão sonhadas cabras pelas dunas de areia.




