Vale Tudo contará com mais um arco inédito. Em cenas que vão ao ar em agosto, Afonso (Humberto Carrão) será diagnosticado com leucemia mieloide, um golpe inesperado na vida do triatleta. O tratamento exigirá quimioterapia e um transplante de medula óssea.
E é justamente aí que a história dá uma guinada ainda não explorada nem na versão de 1988: o doador ideal será Leonardo (Guilherme Magon), o filho que Odete Roitman (Debora Bloch) esconde do mundo há mais de uma década.

Detalhes sobre o dilema virão à tona em uma conversa entre Afonso e Solange (Alice Wegmann). Ela questionará por que algo tão devastador atingiu alguém aparentemente invencível. Ele, mais lúcido do que abatido, explicará a origem do câncer com clareza quase clínica, tentando tranquilizá-la. A ruiva reagirá entre a incredulidade e a esperança, tentando manter o controle diante da notícia.
No hospital, os exames apontarão o que a medicina já sabe: a maior probabilidade de compatibilidade vem de irmãos consanguíneos. Afonso pedirá que Heleninha (Paolla Oliveira) e demais parentes se submetam aos testes, mas os resultados serão decepcionantes.
Fria e meticulosa como sempre, Odete se moverá nas sombras e mandará examinar Leonardo, o filho que declarou morto há 14 anos e mantém escondido em uma propriedade afastada. Paraplégico, o rapaz vive recluso, longe de qualquer convivência social.
O exame confirmará que Leonardo é a melhor chance de Afonso. “Compatibilidade altíssima”, dirá o médico. Por uma grande ironia, a vida do filho saudável de Odete Roitman dependerá do filho doente, que vive como um fantasma.
Com isso, a vilã se verá em uma encruzilhada, pressionada a revelar que o primogênito não morreu em um acidente de carro como todos sempre pensaram. Essa virada, inexistente na obra original, redimensiona a personagem vivida por Bloch e coloca em tensão sua relação com o controle. Vale lembrar que Leonardo não sobreviveu na primeira versão, e Afonso jamais enfrentou doença.







