OPINIÕES
Cecília
8Novela gostosinha de assistir. O casal principal não é destaque, outros núcleos são mais divertidos e interessantes. Às vezes torcia pra Cristina que é 10x mais cativante do que o Rafael, um chato, machista e extremamente manipulável.
Ana
9Essa novela é cheia de bons momentos e um enredo muito divertido. Adoro o pessoal da pensão. Quanto ao casal principal não me agrada muito, mas há muitos outros pares que salvam. A atuação de Flávia Alessandra também ficou marcada, fez uma vilã magnífica.
Lorelei
6A parte ruim é que os personagens “bonzinhos”, pelo menos a maioria, não despertam empatia. A Serena e o Rafael são chatérrimos, por exemplo. São ótimos atores, mas não tiveram química. Sinto mais empatia pela Cristina, que inclusive, na minha opinião, foi uma das maiores vilãs da televisão.
Stefany
10
Eu não perdia um capítulo. Achava o casal Rafael e Serena morníssimo (Serena é chatinha né kkk). O melhor casal da novela sem dúvida é Olivia e Vitorio, ou “a vespa e o cozinheiro” haha.
Os núcleos da pensão e da fazenda eram muito legais também. Eu não via graça na Mirna não, mas era hilário ver o Crispim todo iludido com a “Annnnnja” kkk.
Rubia
5Eu não suportava a Serena.
Raquel
6Eu só assistia a parte do sítio… Fernanda Souza e Emílio Orciollo engraçados demais nessa novela. A trama principal me encheu, arrastada e repetitiva.
Andreia
–
OOOOSVAAAAALDO…
Não fale assim com a mamãe!!!
Thales
10Uma boa novela, misturando comédia com uma história de amor bastante implausível, mas bonita.
Josy
8A única novela que eu amei o final.
A TRAMA

Alma Gêmea é uma novela que mergulha no terreno do amor transcendental, daqueles que desafiam a lógica, as vidas e os séculos. Trata-se da história de duas almas predestinadas que se encontram, se separam de forma trágica e, anos mais tarde, voltam a se reconhecer – mesmo que em corpos diferentes.
A história tem início nos anos 1920, quando o renomado botânico Rafael e a graciosa bailarina Luna vivem um amor arrebatador, puro e cheio de esperança em Roseiral. Eles se casam e têm um filho, até que a inveja corrói o destino. Cristina, prima da bailarina e sua governanta amarga e ressentida, move uma conspiração por cobiça e ciúmes — Luna havia herdado joias valiosas da avó Adelaide , e, mais grave, o amor de Rafael, que a vilã sempre desejou para si.
Com o apoio de Guto, seu cúmplice e apaixonado, Cristina arma um assalto fatal. No fim daquela noite, Luna é baleada ao proteger Rafael e morre em seus braços na porta do teatro. No exato momento da tragédia, numa região remota, uma criança nasce. Serena, filha de uma indígena com um garimpeiro, vem ao mundo em uma aldeia cercada por silêncio, natureza e espiritualidade. Ela cresce entre rituais e visões misteriosas — vê rosas brancas onde não há flores, desenha casarões que nunca viu e carrega um sentimento de pertencimento a um lugar que não conhece.
Após a morte da mãe e a destruição da aldeia, Serena segue seu instinto. Leva uma carta, uma trouxa de roupas e a coragem de quem obedece ao chamado da alma. No caminho, conhece um menino de rua que tenta roubar suas coisas, mas acaba encontrando nela uma figura protetora. Os dois, acompanhados de um vira-lata, partem para a cidade de Roseiral, onde o destino espera para se revelar.
Desde a morte de Luna, Rafael se tornou um homem devastado: calado, sombrio, alheio à vida. Vive entre suas flores e seu luto, distante do próprio filho, Felipe, e emocionalmente refém de Cristina, que, aos poucos, tomou as rédeas da casa sob o pretexto de ajudá-lo. Manipuladora, ela cerca o patrão com aliados igualmente ambiciosos — a mãe Débora, o inescrupuloso Raul e o seduzido Ivan motorista da casa.

É nesse cenário que Serena chega e se torna empregada na casa de Rafael. Desde o primeiro momento, algo pulsa dentro dela. A mansão lhe é estranhamente familiar. A rosa branca criada pelo botânico floresce novamente. Felipe desperta nela um afeto inexplicável. E ao ver Rafael, seu coração dispara – não por medo, mas por uma lembrança que não cabe em palavras.
Aos poucos, Serena manifesta habilidades que não aprendeu: toca piano, dança com a leveza de uma bailarina clássica… De maneira recorrente, ela vê o reflexo de Luna no espelho. Seu instinto maternal aflora com Felipe, e Rafael, resistente no início, vê suas emoções renascerem diante da jovem. A presença da indígena revoluciona aquela casa estagnada.
Adelaide é a primeira a acreditar que a neta voltou. Um sinal de nascença no mesmo local da bala que matou Luna reforça sua convicção. Já Agnes, mãe da bailarina e cética por natureza, desconfia das intenções de Serena — instigada por Cristina e Débora, que tentam destruir a credibilidade da moça a qualquer custo.
Apesar das intrigas, Serena conquista o coração dos que cruzam seu caminho. Torna-se confidente de Olívia, melhor amiga de Luna; aproxima-se de Vera, irmã de Rafael; ajuda Felipe em sua timidez e no romance com Mirella. Com pureza e empatia, deixa rastros de amor por onde passa.
Rafael se permite amar de novo. Convencido de que Serena é, sim, a alma de Luna em um novo corpo, ele cultiva uma rosa azul em sua homenagem e a pede em casamento — recomeçando, enfim, a história de um amor que nem a morte conseguiu apagar.
ELENCO
ABERTURA
CHAMADA
TRILHA SONORA
CURIOSIDADES

Um grande sucesso
Depois de colher os frutos com o sucesso de Chocolate com Pimenta, o autor Walcyr Carrasco e o diretor Jorge Fernando repetiram a parceria em Alma Gêmea. O resultado? Um impacto ainda maior. A novela se tornou um verdadeiro fenômeno na faixa das 18h da Globo, alcançando números de audiência raros até mesmo para o horário nobre.
Durante sua exibição, o folhetim não só superou a trama das sete, Bang Bang, como em setembro de 2005 já figurava como o segundo programa mais assistido da televisão brasileira. O desempenho foi tão expressivo que a Globo decidiu estender a novela em 25 capítulos extras e ainda incluiu mais um intervalo comercial, estendendo o tempo de arte da trama diariamente.
Audiência
Ao final de quase nove meses no ar, Alma Gêmea fechou com uma média geral de impressionantes 38 pontos de audiência em São Paulo — um salto de 12 pontos em relação à sua antecessora, Como Uma Onda. O desfecho foi apoteótico: o último capítulo marcou 53 pontos, um feito que deixou para trás até mesmo Belíssima, então novela das nove.
Parte desse sucesso pode ser atribuída à fórmula certeira usada por Carrasco: um melodrama clássico, com narrativa de apelo popular, personagens com características bem definidas (mocinhos muito bons, vilões impiedosos), um romance central arrebatador e um núcleo cômico simples, direto e facilmente identificável pelo grande público.
Gravação
Nos bastidores, a produção enfrentou desafios à altura da grandiosidade da trama. Um dos cenários mais icônicos, a estufa de Rafael, exigia cuidados diários com as rosas usadas nas gravações. Para manter o frescor das flores naturais, elas eram armazenadas em câmaras refrigeradas, com temperatura controlada entre 8°C e 12°C. Em cenas de longa duração ou em dias de calor intenso, o truque era mesclar rosas artificiais às naturais para manter o visual sempre impecável diante das câmeras.
Caracterização
Outro desafio envolveu a caracterização dos personagens indígenas. Para atender ao ritmo acelerado das gravações, a equipe de maquiagem precisou inovar: criou um sistema de carimbos, usando uma tinta especial à prova d’água, capaz de resistir ao suor e aos mergulhos dos atores durante as cenas externas.
A caracterização diária de atores e figurantes levava, em média, 40 minutos. Priscila Fantin precisou escurecer os fios e, ao lado de André Gonçalves, alisar o cabelo todos os dias para dar mais veracidade ao visual.
Como tudo começou
A ideia de Alma Gêmea surgiu de forma quase improvisada. No final de 2004, pouco tempo após o término de Chocolate com Pimenta, Carrasco foi surpreendido por um convite repentino da direção artística da Globo: “Qual será sua próxima novela?”. Sem ter sequer uma sinopse pronta, o autor recorreu a um texto antigo que havia guardado, originalmente pensado para um romance literário.
Redigiu um breve resumo de apenas seis linhas e enviou à emissora. O inusitado? “Foi a primeira novela aprovada por e-mail na TV Globo”, disse o autor durante o workshop da trama.
Cópia?
Mas nem tudo foram flores no caminho do autor. Carrasco enfrentou dois processos por suposto plágio. O primeiro veio do escritor Carlos de Andrade, que afirmava que a novela era uma reprodução de seu livro Chuva de Novembro, publicado em 1997.
Em seguida, a escritora Shirley Costa entrou na Justiça, sustentando que Alma Gêmea tinha inúmeras semelhanças com sua obra Rosácea, sob alegação de que Walcyr teria tido acesso ao manuscrito. No entanto, ao final das disputas judiciais, o autor foi absolvido de ambas as acusações.

Intérprete perfeito
A escolha de Eduardo Moscovis como protagonista teve um empurrão pessoal do autor. Walcyr Carrasco foi direto ao afirmar ao jornal O Globo: “Ele tem a idade certa para o personagem, é bonito, charmoso e um excelente ator”.
O galã, que havia acabado de encerrar sua participação em Senhora do Destino, sequer tirou férias antes de mergulhar de cabeça nas gravações de Alma Gêmea.
ALMA GÊMEA
Ficha Técnica
- Estreia: 20 de junho de 2005
- Final: 10 de março de 2006
- Autor: Walcyr Carrasco
- Colaboração: Thelma Guedes
- Pesquisa: André Ryoki
- Produção de arte: Isabela Sá
- Produção de elenco: Yolanda Rodrigues
- Caracterização: Sergio Azevedo
- Cenografia: Zé Cláudio Ferreira, Eliane Heringer e Fábio Gomes
- Figurino: Lessa de Lacerda e Lucia Daddario
- Produção musical: Mú Carvalho
- Direção musical: Mariozinho Rocha
- Sonoplastia: Thanus Chalita e Francisco Sales
- Direção de fotografia: Daniel José dos Santos
- Edição: Ubiraci de Motta, Carlos Thadeu e Paulo Jorge Correia
- Gerência de produção: Simone Lamosa
- Direção de produção: Aluizio Augusto
- Direção: Fred Mayrink e Pedro Vasconcelos
- Direção geral e núcleo: Jorge Fernando




