OPINIÕES
Odetinha
6A novela é fofa mas não chega nas cinco estrelinhas porque o autor já utilizou os mesmos argumentos no Cravo e Chocolate de forma mais criativa. Como entretenimento vale, principalmente pelas excelentes atuações de alguns atores.
Stefany
6Êta novelinha chata. E isso porque eu costumava gostar de novelas de época…
Bruna
10Não existe novela mais bonitinha! A trama é bem café com leite e deve ser por isso que encanta tanto.
Bru
8Tudo o que acontece de ruim na vida da gente é pra melhorar. Êta mundo bom!!
Jácques
4Mais uma bobagem superestimada de Walcyr Carrasco.
Thaisa
–Uma das novelas mais criativas que a Globo já reproduziu, representa o espaço que as pessoas do interior vivem, que em sua simplicidade são felizes.
A TRAMA

A história se passa na década de 1940 e acompanha Candinho, um rapaz simples e bondoso que foi separado de sua mãe biológica, Anastácia, logo após o nascimento. Criado na Fazenda Dom Pedro II por Eponina, ele se apaixona por Filomena, filha dos donos da casa, Cunegundes e Quinzinho, e acaba expulso de lá ao se envolver a moça. Sem rumo, mas com esperança, o caipira decide partir para cidade grande na tentativa de reencontrar a mãe. A única pista de sua origem é um medalhão com uma fotografia, que leva no bolso, além da companhia inseparável de seu burro Policarpo.
Em São Paulo, Candinho enfrenta diversas dificuldades, mas mantém seu otimismo, guiado pelo lema: “Tudo o que acontece de ruim na vida da gente é pra ‘meiorá'”. Nesse novo cenário, conta com a ajuda do excêntrico professor Pancrácio e do esperto menino de rua Pirulito. Enquanto isso, Anastácia, agora uma mulher rica, também procura pelo filho perdido. No entanto, sua sobrinha Sandra, ambiciosa e manipuladora, conspira contra esse reencontro. Com o apoio do comparsa e amante Ernesto, ela quer garantir a herança da tia para si.
Em contrapartida, Maria é uma pessoa em quem Anastácia pode confiar de olhos fechados. Empregada fiel da mansão, ela carrega marcas profundas do passado, desde que foi abusada por Ernesto e obrigada por Sandra a entregar o filho que teve como fruto dessa violência. Ainda assim, a mocinha segue a vida com dignidade e coragem.
Outro destaque da história é Mafalda, jovem criada no campo com uma inocência encantadora. Ela vive intrigada com o “cegonho”, uma referência pueril aos mistérios do corpo masculino, o que rende muitas situações engraçadas. Seu coração, no entanto, vive dividido entre dois homens de personalidades opostas: o vaidoso Romeu e o humilde Zé dos Porcos.
Romeu chega à fazenda aparentando ser um homem trabalhador e de bom coração. Na verdade, ele tem segundas intenções: deseja se casar com Mafalda para se apossar das terras da família. Aparentemente gentil, o bonitão encobre seu verdadeiro caráter com charme e promessas.
Já Zé dos Porcos é o oposto. Simples, trabalhador e íntegro, ele cuida dos animais da fazenda com devoção e nutre, em silêncio, um amor puro por Mafalda. Por se julgar indigno de alguém como ela, esconde seus sentimentos por muito tempo. No entanto, sua lealdade e bom coração acabam conquistando a moça.
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ELENCO
ABERTURA

A abertura de Êta Mundo Bom! estabelece o tom da novela, que explora a jornada de Candinho, um personagem que parte do campo para a cidade, destacando as diferenças culturais e de estilo de vida entre esses dois mundos. Para isso, a tela aparece dividida em várias janelas, mostrando imagens que pontuam esse contraste.
Utiliza uma estética que remete a filmes e fotografias antigas, com cores levemente dessaturadas e efeitos de imagem que simulam a passagem do tempo.
São exibidos diversos animais de fazenda, como cabras, galinhas, cavalos e porcos. Ao mesmo tempo, pessoas andando pelas ruas, bailes, carros e grandes edifícios dividem a atenção.
A trilha sonora é animada e tem um ritmo de forró, com sanfona em destaque — O sanfoneiro só tocava isso, em uma nova versão da banda Suricato. A letra fala sobre um “baile lá na roça” que durou “até o sol raiar” e a alegria do sanfoneiro que “só tocava isso”, reforçando a temática rural e festiva do folhetim.
TRILHA SONORA
CURIOSIDADES

Como nasceu
Êta Mundo Bom! tem origens diversas. Sua principal inspiração veio do clássico Cândido ou o Otimismo, de Voltaire, e do filme Candinho (1954), protagonizado por Mazzaropi. Durante a fase de desenvolvimento, o título provisório da obra novela era justamente Candinho.
Também influenciaram a criação da história o conto O Comprador de Fazendas, de Monteiro Lobato, e o universo popular das radionovelas brasileiras.
Audiência
Exibida originalmente na faixa das 18h, Êta Mundo Bom! se tornou um fenômeno de audiência. Com média de 27 pontos, foi o maior sucesso da faixa em quase uma década. Na reprise de 2020, exibida no contexto da pandemia, a trama voltou a encantar o público, encerrando-se com 21,4 pontos de média — a maior audiência para uma reapresentação no horário desde A Viagem, em sua segunda exibição, em 2006.
Premiado
Sérgio Guizé foi amplamente elogiado por sua atuação como Candinho. O desempenho rendeu a ele o Troféu Imprensa de melhor ator e o Prêmio Melhores do Ano. Também foi indicado ao prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), mas a estatueta ficou com Marco Ricca, por seu trabalho em Liberdade, Liberdade (2016).

Caracterização
A figurinista Beth Filipecki mergulhou na estética da década de 1940 para construir a identidade visual dos personagens. As mulheres da cidade, especialmente as dançarinas do Taxi Dancing e as vilãs vividas por Flávia Alessandra e Guilhermina Guinle, usavam vestidos confeccionados com tecidos sofisticados como renda, georgette de seda e cetim. Cores intensas — verde, violeta, vermelho — dominavam o guarda-roupa, com decotes marcantes e saias volumosas em camadas.
As sobrancelhas vinham arqueadas, os olhos delineados com rímel, e os lábios coloridos por batons vibrantes, como o vermelho e o rosa shock. Penteados típicos da época, com ondas largas, pontas viradas e os chamados “badoches” nas laterais, também estavam presentes.
Outras personagens urbanas, porém, adotavam um estilo mais discreto, com maquiagens em tons nudes e penteados menos exuberantes. A empresária Emma (Maria Zilda), por exemplo, teve seu figurino pensado para representar a mulher trabalhadora da década: usava cintos marcados e peças funcionais, alinhadas ao seu papel como dona de uma boutique.
Continuação
A partir de 30 de junho de 2025, a Globo lança a continuação oficial da novela: Êta Mundo Melhor!. A nova fase da história se passa dez anos após os eventos originais. Nela, Candinho inicia uma nova jornada, dessa vez para encontrar seu filho, raptado por Ernesto após a morte de Filomena.
FICHA TÉCNICA
Ficha Técnica
- Estreia: 18 de janeiro de 2016
- Final: 26 de agosto de 2016
- Autor: Walcyr Carrasco
- Escrita por: Walcyr Carrasco e Maria Elisa Berredo
- Colaboradores: Daniel Berlinsky, Márcio Haiduck e Claudia Tajes
- Pesquisa: Elizabeth Trisuzzi
- Produção de arte: Isabela Sá
- Produção de elenco: Yolanda Rodrigues
- Caracterização: Sergio Azevedo
- Cenografia: Jose Claudio Ferreira e Eliane Heringer
- Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
- Produção musical: Mu Carvalho
- Gerência musical: Marcel Klemm
- Sonoplastia: Thanus Chalita, João Curvello, Franklim Araujo, Pedro Belo e Marco Salles
- Direção de fotografia: Paulo Souza Brakarz
- Edição: Ubiraci de Motta, Rosemeire Barros Oliveira e Cesar Chaves
- Direção: Marcelo Zambelli, Ana Paula Guimarães e Diego Morais
- Direção geral e artística: Jorge Fernando




