OPINIÕES
Samantha
8Têm muita gente que acha ruim mas essa novela marcou pra mim <3
Gustavo
7Acompanhei pela segunda vez no Viva. Ela tem um problema grave de ritmo e desenvolvimento, mas é imbatível em fotografia e trilha sonora. A fase da Jordânia é a melhor da novela pra mim. Absolutamente deslumbrante!
Raquel
10Essa novela é lindaaaa demais!! como chorei, como me emocionei *-* Quem tirou grandes lições com a Luciana e o Miguel sabe do que estou falando. Linda linda linda. Uma das poucas.
Helena
–Foi uma novela incrível, uma das poucas que acompanhei desde o começo e assistiria novamente quando passasse, só pelo prazer das lições de vida que ela dá. Recomendo muito.
Nani
–Amo essa novela, sempre que sinto saudades eu assisto de novo. É uma de poucas novelas que tem uma mensagem a passar. As novelas se perdem em tramas, conspirações, triângulos amorosos… Já essa novela arrasa mostrando que a vida não é só isso, nela vemos a evolução do personagem como pessoa, o amor verdadeiro, a superação de obstáculos na vida… AMO, AMO, AMO…
Fernanda
6Primeira protagonista negra em uma novela de Manoel Carlos mas foi totalmente ofuscada por Mateus Solano e Aline Morais.
Kessia
3Quando assisti em 2009, gostei bastante. Agora em 2025 não me pegou tanto…
A TRAMA
Helena é uma modelo internacional, reconhecida e em pleno auge da carreira. Apesar do sucesso, ela decide abrir mão das passarelas para se casar com Marcos, um empresário maduro do ramo hoteleiro. Ele é alguns bons anos mais velho e já foi casado com Tereza, uma ex-modelo que vive para cuidar das filhas Luciana, Isabel e Mia.
O relacionamento entre Helena e Marcos desperta resistência desde o início. Tereza não consegue aceitar que ele tenha seguido em frente tão rapidamente após o divórcio — e, pior ainda aos seus olhos, ao lado de uma mulher vinte anos mais jovem. A presença da moça a fere duplamente: como rival e como símbolo do tempo que passou.

Já Luciana também rejeita o novo casamento do pai. A ideia de ter como madrasta justamente a mulher com quem vive às turras nos bastidores da moda a revolta. A jovem também é modelo, bonita e cheia de si. Está noiva de Jorge, um arquiteto promissor, e vive em um mundo de luxo e superficialidade.
Em uma viagem de trabalho ao exterior, na Jordânia, Luciana sofre um acidente de carro e fica tetraplégica. Tereza não hesitar em culpar Helena pela tragédia com a filha. A partir daí, a história muda de tom. A vaidade da personagem dá lugar ao luto por seu próprio corpo, à revolta, à rejeição social e aos desafios diários de uma vida com limitações físicas severas.
O roteiro acompanha de forma muito próxima o processo de aceitação e reabilitação de Luciana, que inicialmente tem dificuldades em se adaptar e se sente uma carga para todos ao seu redor. Aos poucos, porém, ela reconstrói sua identidade, desenvolve resiliência e se transforma em uma pessoa melhor.
Enquanto isso, Jorge mostra-se impaciente diante da nova realidade de Luciana. Ele se afasta emocionalmente e não lida bem com as limitações da noiva. Isso abre espaço para o médico Miguel, irmão gêmeo do arquiteto. Ele desenvolve uma relação de carinho e respeito pela jovem, que evolui para um romance genuíno — uma história de amor baseada no afeto, na reconstrução e na superação do trauma. Os dois protagonizam alguns dos momentos mais tocantes da novela.
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ELENCO
ABERTURA

A abertura original de Viver a Vida chamou atenção — e causou certa estranheza — por adotar uma estética minimalista. Em um fundo branco, fitas coloridas se movimentam pela tela representando simbolicamente o “caminho da vida”. Ao final, essas fitas formam a palavra “viver” em um logo com estilo caligráfico.
No entanto, essa primeira versão foi exibida por apenas uma semana, já que o público considerou sua simplicidade excessiva. Como resposta às críticas, decidiu-se incluir cenas da própria novela durante a vinheta, intercalando-as com as fitas coloridas.
A Globo chegou a sugerir o uso de imagens de pessoas comuns, mas tanto o autor Manoel Carlos quanto o diretor Jayme Monjardim recusaram a ideia. Em vez disso, optaram por usar trechos da trama, que foram sendo atualizados ao longo de seus mais de 200 capítulos.
A música de abertura escolhida foi Sei lá, a vida tem sempre razão, interpretada por Tom Jobim e Miúcha, com participação especial de Chico Buarque. A canção, com sua melodia suave e letra contemplativa, fala sobre as incertezas da vida e suas sutilezas.
A escolha reforça o tom introspectivo da novela, que propõe uma reflexão sobre os laços humanos, os desafios do cotidiano e as mudanças que ocorrem ao longo da jornada pessoal de cada personagem.
CHAMADA
TRILHA SONORA
CURIOSIDADES
Tetraplegia
A abordagem da deficiência física foi um dos pilares da trama. Para compor Luciana, Alinne Moraes contou com a consultoria direta da jornalista Flávia Cintra, tetraplégica e mãe de gêmeos, que trouxe nuances reais à trajetória da personagem. A ligação foi tão significativa que, no final da novela, os filhos de Luciana e Miguel receberam os nomes Flávia e Manoel — uma homenagem tanto à jornalista quanto ao autor Manoel Carlos. Escolha da atriz.
Dose dupla
Mateus Solano teve um verdadeiro batismo artístico em sua estreia como galã de novelas, interpretando dois irmãos de personalidades opostas. Para dar vida aos gêmeos Jorge e Miguel, ele contou com preparação cênica intensa e apoio de um dublê em cenas de interação física entre os personagens.
O diferencial na caracterização se deu por pequenos detalhes de figurino e postura: Jorge, formal e controlador, se vestia com ternos e mantinha o cabelo perfeitamente arrumado; Miguel, sensível e livre, usava roupas informais e exibia um visual mais descuidado. A atuação de Solano lhe garantiu o Troféu Imprensa como revelação do ano.

Protagonista, mas nem tanto
Em Viver a Vida, Manoel Carlos rompeu com a tradição ao escalar Taís Araújo para viver sua oitava Helena — a primeira mulher negra a estrelar uma novela das oito. O autor chegou a hesitar quanto à escolha, por considerar a atriz jovem demais para o perfil da protagonista, cogitando até testes com outras candidatas. No fim, ela foi confirmada e voltou da França, onde estudava, especialmente para o papel.
No entanto, o potencial de ruptura prometido não se concretizou na trama. À medida que a novela avançava, o drama da personagem de Alinne Moraes ganhou protagonismo, relegando a Helena de Taís a um segundo plano. As cenas fortes, os dilemas humanos e o arco de superação de Luciana capturaram a atenção do público e acabaram desequilibrando a narrativa.
Taís Araújo viu seu protagonismo ser esvaziado ao longo dos capítulos. Em entrevistas posteriores, não escondeu a decepção com o desenvolvimento raso e com a forma como sua personagem foi apagada da trama central.
Deu problema
A pequena Rafaela, interpretada por Klara Castanho, inicialmente foi escrita como uma criança de comportamento ácido, manipuladora e calculista. As atitudes exageradas da personagem, no entanto, chamaram atenção do Ministério Público do Trabalho, que alertou a produção sobre os riscos de distorção na representação infantil.
Manoel Carlos acabou amenizando o tom da personagem, mas Klara se destacou mesmo assim — sua presença em cena surpreendeu pela maturidade artística e carisma precoce.
Música
A trilha sonora contou com A Mulher Que Eu Amo, uma canção de Roberto Carlos usada como tema do casal Helena e Marcos. A liberação da música foi marcada por tensão nos bastidores: mesmo inédita ao público, a gravação não agradava ao cantor, que pretendia regravá-la. Após conversas com a produção e a direção da novela, ele acabou cedendo.
Depoimentos
Seguindo a dinâmica já utilizada em Páginas da Vida (2006), cada capítulo de Viver a Vida encerrava com depoimentos de pessoas reais. Muitos desses relatos vinham de comunidades humildes e buscavam inspirar, emocionar e provocar reflexão sobre as diversas formas de “viver a vida”. A proposta reforçava a tentativa do autor de entrelaçar ficção com realismo social, embora nem sempre os depoimentos se conectassem diretamente com os acontecimentos da trama.
Tema sério
Depois de atuar em produções do SBT, Bárbara Paz debutou na Globo com um papel dramático e pouco convencional. Sua personagem, Renata, era uma mulher frágil, cheia de aspirações frustradas, que desenvolvia um quadro de drunkoréxia — um tipo de transtorno alimentar pouco discutido.

Locações
Viver a Vida teve cenas gravadas no Oriente Médio e na Europa. Na Jordânia, onde foram feitas as principais externas, a equipe teve que superar desafios logísticos consideráveis. Com uma produção multinacional, a comunicação entre os profissionais se mostrou um entrave, e o acesso às locações exigiu esforços físicos — em certas áreas montanhosas, os equipamentos precisaram ser transportados em mulas.
O resultado, porém, foi visualmente impactante: cenas filmadas entre monumentos de Petra, nas dunas de Wadi Rum, nas ruínas do teatro de Jerash e pelas ruas de Amã trouxeram um exotismo pouco comum ao horário nobre da TV brasileira.
Público
Com um elenco estrelado, locações internacionais e temas sociais relevantes, Viver a Vida estreou sob altas expectativas. No entanto, o ritmo lento, o foco excessivo no cotidiano e a falta de ganchos dramáticos fortes acabaram afastando parte do público. A média final de audiência em São Paulo foi de 36 pontos — a menor da faixa das 20/21h até então.
FICHA TÉCNICA
Ficha Técnica
- Estreia: 14 de setembro de 2009
- Final: 15 de maio de 2010
- Autor: Manoel Carlos
- Colaboradores: Angela Chaves, Claudia Lage, Daisy Chaves, Juliana Peres e Maria Carolina Campos de Almeida
- Pesquisa: Gabriela Miranda, Juliana Saba e Mariana Torres
- Produção de arte: Lara Tausz
- Produção de elenco: Luiz Antonio Rocha
- Caracterização: Luiz Ferreira e Fernando Torquatto
- Cenografia: Raul Travassos, Gilson Santos, Monica Aurenção e Isabela Urman
- Figurino: Antonio Medeiros e Marie Salles
- Direção musical: Mariozinho Rocha
- Sonoplastia: Júlio César Corrêa e Irapuã Jardim
- Direção de fotografia: Paulo Roberto de Souza, Francisco Rufino e Rodrigo Graciosa
- Edição: José Carlos Monteiro, Paulo Jorge Correia, Marcos Pereira Lisboa, Mauriceu Migon e Luiz Eduardo Guimarães
- Gerência de produção: Claudia Braga
- Direção de produção: Flavio Nascimento
- Direção: Adriano Melo, Teresa Lampreia, Maria Rodrigues, Leonardo Nogueira, Frederico Mayrink e Luciano Sabino
- Direção geral: Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti
- Núcleo: Jayme Monjardim




