Em História de Amor, Assunção (Nuno Leal Maia) enfrenta uma mudança radical em sua vida após sofrer um acidente de carro. O ex-atleta, conhecido pelo temperamento impulsivo, descobre que ficou paraplégico e passa a usar cadeira de rodas.

A reação inicial é de revolta. Ao perceber a gravidade do quadro, Assunção tem um surto diante de Valquíria (Cláudia Mauro), mergulha em crise e se isola. O choque é agravado pela consciência de que o acidente foi resultado direto de seu descontrole — ele havia discutido com Helena (Regina Duarte) e saiu dirigindo em alta velocidade.
Mais adiante, os dois têm uma conversa decisiva. O pai de Joyce (Carla Marins) admite que atribuiu a Helena uma culpa que não era dela. “Só me passou uma coisa pela cabeça na hora do acidente: a Helena me paga! Porque naquele momento, naquela hora, qualquer coisa de ruim que tivesse acontecido no mundo, a explosão de uma bomba atômica, a queda de um avião, um terremoto… Qualquer coisa, a culpa teria sido sua!”, diz ele.
Chorando, Helena fala que agiu mal. “Eu entendo. Eu peço desculpas. Se eu pudesse voltar atrás, eu não teria feito o que eu fiz. A Joyce não me perdoou por isso até hoje”, comenta.
“Você não teve culpa nenhuma. A culpa foi toda minha. Desse meu gênio estourado, explosivo. Isso já era pra ter acontecido antes”, diz Assunção.

Com o apoio da família e dos amigos, ele gradualmente retoma sua vida. Aceita o diagnóstico, volta a apresentar um programa esportivo na televisão e se reposiciona como referência pública — não apenas por sua trajetória como atleta, mas agora também como defensor dos direitos das pessoas com deficiência.
No último capítulo, Assunção recebe a confirmação médica de que sua condição é definitiva. A resposta, embora difícil, não o derruba. Pelo contrário: ele emerge como uma figura engajada e ativa, que transforma a dor pessoal em mobilização coletiva, reforçando a mensagem da novela sobre resiliência e reconstrução possível.




