Em Êta Mundo Melhor!, Ernesto (Eriberto Leão) vai usar de toda sua esperteza para manipular o padrinho rico, Paixão (Henri Pagnoncelli).
A cena acontece depois que Mirtes (Mariana Bridi) consegue avisar Lúcio (Tony Tornado) sobre a prisão do vilão. O dono da rádio alerta o amigo, que se apressa em ir ver o afilhado. Mesmo decepcionado, Paixão demonstra emoção por rever Ernesto depois de tantos anos.

As cenas vão ao ar nesta segunda (29). Esperto, Ernesto aproveita a situação para inverter os papéis. Em vez de reconhecer seus erros, acusa o padrinho de ser o responsável por seu fracasso. Afirma que o idoso era sua única referência de bondade, mas desapareceu de repente, deixando-o entregue à própria sorte. O criminoso tenta passar a imagem de vítima das circunstâncias.
“A culpa não foi minha. Foi do seu pai que tentou me aplicar um golpe”, justifica Paixão. “Se o padrinho não tivesse sumido, talvez hoje eu não estivesse atrás dessas grades”, retruca o personagem de Leão.
“Não queria ter desaparecido de sua vida. Sempre tive muita afeição por você. Era o filho que nunca tive. Mas seu pai… Seu pai se aproveitou do crédito que eu tinha na praça e pegou vários empréstimos em meu nome. Quando descobri, já acumulava uma dívida exorbitante. Não tive outra alternativa a fazer senão chamar a polícia”, explica o ricaço.
A revelação abre espaço para o vilão contar uma ferida nunca cicatrizada: “Foi quando papai me pegou às pressas e fugiu. E a primeira coisa que ele fez foi me largar num orfanato. Só saí de lá adulto”.
Paixão fica consternado ao ouvir o relato e recorda o afilhado como um menino doce e inteligente. Ernesto usa essa lembrança a seu favor, dizendo que foi a dureza da vida que o transformou em criminoso. “Disse que gostava de mim como um filho. Um pai que gosta do seu filho não abandona. Agora é tarde”, dramatiza o pilantra.
O padrinho se sensibiliza, admite culpa por não ter cuidado do vilão quando garoto e se oferece para ajudá-lo a sair da prisão. “O destino está nos dando a chance de um recomeço. Juntos! Como pai e filho! Vou lhe ajudar a sair da prisão. Mas há de me prometer que vai mudar”, fala o endinheirado.
Cínico, Ernesto finge arrependimento. “Se o padrinho me tirar daqui, prometo que serei o mais honesto e correto dos homens”, diz, selando a cena com um abraço emocionado. Mas, por trás do semblante contrito, o patife já planeja seus próximos golpes, disposto a enganar até mesmo quem tenta salvá-lo.




