Em Êta Mundo Melhor!, Ernesto (Eriberto Leão) não mede esforços quando o assunto é dinheiro. Disposto a convencer o padrinho rico de que se tornou um “novo homem”, ele monta um teatro envolvendo as crianças da Casa dos Anjos em seu plano.

Sabendo que Paixão (Henri Pagnoncelli) ainda desconfia de seu caráter, Ernesto decide intensificar sua estratégia diferente de posar de bom moço. Para isso, pede ajuda à prima Zulma (Heloísa Périssé) e arma uma encenação com os pequenos do orfanato.
Com tudo combinado, o malandro passa a agir como se fosse o “tio querido” das crianças, cercado de abraços, risadas e afeto falso. Zulma faz questão de reforçar a imagem de que ele é um homem regenerado e generoso.
O truque funciona. Paixão, encantado com a cena, acredita que o afilhado mudou de verdade e começa a pensar seriamente em incluí-lo no testamento.
O golpe que não se concretiza
Convencido de que está prestes a garantir seu futuro, Ernesto se sente vitorioso — mas o destino não joga a seu favor. No exato momento em se prepara para assinar o documento que tornaria o vilão seu herdeiro, o empresário sofre um infarto fulminante.
Desesperado, o golpista tenta reanimar o padrinho, aplica medicamentos, chama ajuda e o leva ao hospital, mas é tarde demais. Paixão ainda tenta firmar a caneta para completar a assinatura, mas desaba antes de concluir o gesto.
O testamento, sem a assinatura, perde o valor. Ernesto assiste, impotente, à fortuna escorrer pelos dedos. A raiva de ver o dinheiro escapar o consome, e o falso arrependimento vai por água abaixo. Com isso, o crápula passa a mirar em outro alvo: Candinho (Sergio Guizé).







