Um dos programas mais longevos da TV brasileira, o Fantástico passa por uma fase de inflexão. A Globo tem discutido possíveis reformulações no tradicional “Show da Vida” — e uma das mudanças mais significativas pode envolver a saída de Poliana Abritta, que divide a apresentação do dominical com Maju Coutinho.

Segundo apuração do site NaTelinha, fontes próximas à produção confirmam que a emissora avalia a substituição de Poliana, que é âncora da revista eletrônica desde novembro de 2014. A jornalista é bem vista nos bastidores e tem uma trajetória respeitável dentro da casa, mas, após dez anos, pesa o argumento de que é hora de renovar.
Abritta já supera a permanência de outros nomes que passaram pela bancada do Fantástico, como Glória Maria, Zeca Camargo e Tadeu Schmidt — e se aproxima da marca de Pedro Bial, que esteve 11 anos à frente da atração.
Para o futuro, duas possibilidades são consideradas para a jornalista: um retorno ao cargo de correspondente internacional nos Estados Unidos — função que exerceu brevemente antes de assumir o dominical — ou uma transferência para o Globo Repórter.
A mexida no Fantástico tem objetivos claros: frear a perda de relevância frente às novas dinâmicas de consumo e ao declínio gradual dos índices de audiência, que vêm sinalizando desgaste.
Na Grande São Paulo — principal termômetro para o mercado publicitário —, o programa fechou 2024 com média de 17 pontos, queda de 4% em relação ao ano anterior (17,6). Em 2025, até abril, a média parcial é de 16,1.

Por um lado, a saída de Poliana Abritta pode ser lida como estratégia para oxigenar a imagem do Fantástico; por outro, como reflexo de um modelo de televisão que precisa se adaptar a um espectador menos tolerante à previsibilidade. A escolha de um novo nome — possivelmente feminino — indicará a direção estética e editorial que o jornalístico pretende seguir.
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