Em Vale Tudo, a reta final reserva uma guinada inesperada para Heleninha (Paolla Oliveira). Depois de anos marcada por recaídas e decepções, a artista plástica reencontra forças para reconstruir a própria vida — e, nesse novo capítulo, deve esquecer completamente Ivan (Renato Góes) e se envolver com Renato (João Vicente de Castro).

A escolha da autora Manuela Dias rompe com o desfecho de 1988, abrindo espaço para uma trajetória inédita. Determinada a mudar, Heleninha decide enfrentar o alcoolismo, passa a frequentar encontros dos Alcoólicos Anônimos e retoma um antigo sonho: abrir uma galeria de arte.
Será nesse ponto que Renato entrará em cena. Ao visitar o novo espaço, o dono da agência Tomorrow fica impressionado e não esconde a admiração. “Essa galeria é uma aquisição que vai marcar sua vida”, diz.
O elogio desperta em Heleninha lembranças do irmão Leonardo (Guilherme Magon), que sempre a incentivou a concretizar o projeto.
A conversa, inicialmente afetiva, logo ganha outro tom. Entre confidências e risos, os dois relembram o romance clandestino que viveram no passado. Ela admite ter se divertido com a adrenalina de esconder tudo da família, e ele, provocativo, questiona se não seria interessante reviver aquela história: “Seria doido repetir um dia…?”.

O encontro acontece num momento de virada para Heleninha, agora sóbria, voltando a pintar e assumindo responsabilidades sobre a herança, deixando de delegar tudo à mãe, Odete (Debora Bloch). E, dessa vez, a transformação pessoal pode vir acompanhada de uma nova chance para o amor.
Como foi em 1988
Na primeira versão de Vale Tudo, Heleninha — vivida por Renata Sorrah — encontrou um novo amor: William (Dennis Carvalho), um bilionário que chegou ao Brasil para fechar negócios com a TCA.
O encontro transformou a vida da alcoolista. Atento e generoso, William passou a acompanhá-la nas reuniões dos Alcoólicos Anônimos e se tornou peça-chave em sua recuperação. Com o apoio dele, Heleninha retomou a carreira artística e conseguiu manter-se longe da bebida.
No capítulo final, a herdeira dos Roitman comemora um ano de sobriedade e inaugura uma exposição com suas pinturas, celebrando não apenas o renascimento profissional, mas também pessoal.




