Com Vale Tudo em contagem regressiva para o capítulo final, Manuela Dias usou as redes sociais para dividir registros emocionados dos bastidores. A autora exaltou amizades, celebrou o trabalho coletivo e prestou homenagens a parte do elenco. Mas a lista de agradecimentos gerou barulho: entre tantos nomes lembrados, o de Taís Araújo não apareceu.

O silêncio ocorre semanas depois de a atriz criticar publicamente os rumos de sua personagem, Raquel Accioli, o que levantou rumores de mal-estar nos bastidores.
No texto, Manuela enalteceu a parceria com o diretor Paulo Silvestrini, a quem creditou a condução dos mais de 170 capítulos. Em seguida, destacou a entrega de Bella Campos, intérprete de Maria de Fátima:
“Você brilhou muito! Eu sempre soube! Obrigada por essa Mary Faty tão fantástica! Seguimos juntas!”
A autora se declarou admiradora da entrega artística de Matheus Nachtergaele: “Por mais que eu repita e invente palavras nunca será o suficiente pra dizer do privilégio absoluto de escrever para um ator gigante como você”.
Leandro Lima, que dá vida a Pascoal, foi descrito como irmão de jornada, enquanto Carolina Dieckmann ganhou menção especial pela amizade de longa data. Além dos atores, Manuela também agradeceu ao diretor Cris Marques, companheiro de outros trabalhos: “Mais um projeto juntos, felizes e parceiros”.

A escolha de palavras e a lista de homenagens não passaram despercebidas. Isso porque, em entrevista recente à Quem, Taís Araújo admitiu frustração com o rumo de Raquel. Na versão original de 1988, a personagem — vivida por Regina Duarte — teve uma trajetória de ascenção vitoriosa, dona de uma rede de restaurantes consolidada.
No remake, porém, a mocinha vive um amargo revés: Raquel perde o negócio após tomar uma rasteira de Odete (Debora Bloch) e acaba de volta à praia vendendo sanduíches.
“Quando peguei a Raquel para fazer, falei: ‘Cara, a narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. E ela vai ter uma ascensão social a partir do trabalho. Vai ser linda e ela vai ascender e ela vai permanecer’. Isso vai ser uma narrativa muito nova do que a gente vê sobre representação da mulher negra na teledramaturgia brasileira. Quando vejo que isso não aconteceu, como uma artista que quer contar uma nova narrativa de país, e a dramaturgia proporciona isso, confesso que fico triste e frustrada”, afirmou Taís na entrevista publicada no final de agosto.
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