A reta final de Vale Tudo tem impulsionado um verdadeiro alvoroço entre anunciantes, que buscam faturar em cima do mistério em torno da morte de Odete Roitman (Debora Bloch), prevista para ir ao ar na próxima segunda (6).

A movimentação em torno do trágico fim da vilã fez o mercado publicitário disputar cada espaço disponível nos intervalos das últimas duas semanas da novela. A emissora já fechou quase todas as cotas, tanto em inserções comerciais nos breaks quanto em ações dentro da própria trama.
Segundo apurou a Folha de S.Paulo, só resta um último espaço à venda, cuja negociação deve ser finalizada ainda nesta hoje (2). Para o capítulo da execução de Odete, não há mais vagas: toda a grade já foi ocupada.
Mais de 20 marcas vão aparecer nos intervalos da semana decisiva, e sete delas investiram em campanhas temáticas para dialogar diretamente com o mistério do crime: OMO, iFood, Dove, Itaú, Zé Delivery, Subway e Serasa. Os valores não são padronizados, mas nenhuma dessas inserções sai por menos de R$ 10 milhões.
O faturamento do folhetim impressiona. Embora os números atualizados não tenham sido divulgados, estima-se que a Globo, apenas nos três primeiros meses de exibição da novela, tenha ultrapassado a marca de R$ 200 milhões em receitas publicitárias — superando, em ritmo, o desempenho de Pantanal (2022), até então a novela mais rentável da casa.

No ibope, o público também responde ao suspense. Em setembro, a trama registrou média de 26 pontos no Painel Nacional de Televisão, que mede a audiência em 15 grandes regiões metropolitanas do país. No streaming, o impacto é ainda maior: Vale Tudo se tornou o conteúdo mais consumido do Globoplay em 2025 e já é o título de maior audiência da plataforma desde sua criação, há uma década.
Nas redes sociais, a novela conquistou um perfil que a Globo não costuma dominar com folhetins clássicos: 82% dos comentários vêm de usuários entre 18 e 34 anos — um público que não era nascido na época da versão original da história, exibida em 1988.







