Em Vale Tudo, Maria de Fátima (Bella Campos) consegue arrastar Afonso Roitman (Humberto Carrão) para o altar, mas o que se desenha está longe de ser um conto de fadas. A implacável Odete Roitman (Debora Bloch) impõe duras condições para a união, transformando o romance em um verdadeiro contrato de risco.

A empresária não deixa espaço para sentimentalismos: ou a noiva aceita os termos friamente estipulados, ou a cerimônia sequer será cogitada. “Sem acordo, não tem casamento”, dispara, com a frieza de quem protege não só o filho, mas também o legado bilionário dos Roitman.
Sem saber no que está se metendo, Fátima pede ao menos para conhecer as cláusulas antes de assinar. Odete é incisiva: não há margem para discussão, e os termos são inegociáveis.
No papel, a ambiciosa descobre que não terá direito a absolutamente nada caso o casamento dure menos de dois anos. O acordo, porém, não é tão terrível quanto parece. Se cumprir esse prazo, ela embolsará dois milhões de euros. A partir do terceiro ano, terá direito a mais um milhão a cada doze meses de matrimônio.
A proposta surpreende Fátima. “Um milhão por ano?”, questiona, atônita. “De euros”, responde a dona da TCA, pontuando o peso de cada palavra. O choque inicial, no entanto, logo se transforma em cálculo. Acostumada a jogar com as peças que tem, a golpista percebe que a oportunidade pode ser mais lucrativa do que aparentava à primeira vista.
“Entendi”, comenta, com um sorriso tênue, já decidida a aceitar o jogo — mesmo que as regras não tenham sido feitas por ela.

Ao mesmo tempo, Fátima precisa lidar com César (Cauã Reymond), que exige ser levado para Paris com o casal e avisa que, se for deixado para trás, revelará o caso entre os dois. “Você quer que eu continue calado? Então vai ter que me tratar muito bem, Maria de Fátima”, avisa ele.
“Porque, se eu abrir a boca, esse casamento de milhões acaba antes mesmo da festa”, completa o gigolô.
Com o risco de ver seu plano ruir, Fátima recorre a Marco Aurélio (Alexandre Nero), que se vira na TCA para garantir a transferência internacional de César.
O modelo não apenas ganhará um bom salário em Paris, como também uma renda extra por trabalhar fora do país. Tudo isso financiado pelos cofres dos Roitman. E o melhor: enfeitando a cabeça de Afonso com um belo par de chifres.
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