O destino de Rubinho (Julio Andrade) já está selado, com a sombra da morte pairando sobre ele em Vale Tudo. Diferentemente de qualquer conto de redenção, o pianista morre no final do capítulo desta segunda (21), vítima de um infarto que o impedirá de pisar em Nova York, onde sonhava brilhar nos palcos.

A tragédia começa a se desenhar no capítulo de sábado (12), quando Rubinho cruza novamente com Renato (João Vicente de Castro), um velho amigo dos tempos de juventude. Envergonhado pela vida modesta que leva, o músico inventa uma realidade paralela, afirmando que reside na metrópole americana.
A farsa, porém, desmorona rapidamente, e Renato, tocado pela situação do amigo, decide ajudá-lo a transformar o sonho em realidade, conseguindo uma vaga para ele no jatinho de Marco Aurélio (Alexandre Nero), que viajará com Cláudia (Rhaisa Batista) rumo aos Estados Unidos.
Marco Aurélio, sempre maquiavélico, vê em Rubinho a chance de usá-lo como peça em um esquema ilícito, envolvendo uma troca de malas que, mais tarde, desencadeará a separação de Raquel (Taís Araujo) e Ivan (Renato Góes).
Enquanto isso, outro golpe abala o pianista: uma discussão acalorada com a filha, Maria de Fátima (Bella Campos), em um resort em Paraty. A jovem, obcecada por ascensão social, humilha o pai diante de Afonso (Humberto Carrão) e exige que ele finja não conhecê-la. Apesar de um pedido de desculpas posterior, o remorso da filha desnaturada é superficial.
Mais tarde, já no jatinho prestes a decolar, Rubinho é acometido por uma dor excruciante no peito. Cláudia, com sua experiência de enfermeira, percebe a gravidade e tenta tranquilizá-lo. “É só o nervoso da viagem. Logo estarei no Village, na Broadway…”, murmura ele, agarrado à ilusão. Mas um novo espasmo o faz gritar, e a decolagem é interrompida. Uma ambulância logo chega para socorrer o artista.
Raquel, que por coincidência está em Paraty a trabalho, corre ao hospital para estar ao lado do ex-marido. Nos momentos finais, ele pede que ela pegue seu passaporte na mala, um símbolo de tudo que nunca alcançará. “Acho que Nova York não vai rolar”, sussurra, com um fio de voz. “Para com isso, Rubinho. Você vai, sim”, responde a cozinheira, tentando apaziguar a dor de ambos.
Abraçado ao passaporte, o pianista se despede e morre, tal qual na versão de 1988, quando o personagem foi interpretado por Daniel Filho. Maria de Fátima sofre ao saber da perda do pai, mas se recusa a ir ao velório, temendo colocar sua farsa em risco.




