Em Cabocla, Zuca (Vanessa Giácomo), abatida e consumida pela tristeza, parece ter aceitado a morte como sentença. Desde que Luís (Daniel de Oliveira) foi embora, a jovem está presa a uma melancolia que todos acreditam ser um reflexo de sua saúde debilitada, com rumores de que teria contraído a mesma doença que ele.
Enquanto isso, distante, Luís acredita que a protagonista o esqueceu, já que nunca recebeu notícias dela. Decidido a reconstruir sua vida longe da dor, ele compra uma passagem de navio e prepara-se para embarcar rumo à Europa.
No entanto, uma carta de Boanerges (Tony Ramos) muda tudo. Ao ser informado sobre o estado crítico de Zuca, o advogado percebe que só há um lugar para estar: ao lado de sua amada em Vila da Mata.
De malas refeitas, ele parte imediatamente de trem para Pau d’Alho. Mas o reencontro não será tão simples. Ao chegar ao hotel, Luís descobre que Zuca está na fazenda, recebendo cuidados de Boanerges e sua família. Determinado, ele pega emprestado um cavalo e encara uma longa jornada pela estrada lamacenta, debaixo de uma tempestade furiosa.
Quando finalmente chega, encharcado e exausto, o rapaz ignora formalidades e só quer ver Zuca. Do quarto, ela sente a presença dele antes mesmo de alguém anunciar. A jovem, impulsionada por uma força renovada, aparece na sala, onde os dois se reencontram num abraço cheio de saudade e emoção.

“Eu achei que ocê tinha me esquecido”, confessa ela. “Eu escrevi tantas cartas pra você…”, responde Luís, antes de saber que ela não chegou a ler as correspondências, pois foram todas queimadas por Bina (Jussara Freire).
“Diacho! Eu achei que você tivesse arrumado alguém e me esquecido”, fala o bonitão. “Como é que eu ia te esquecer depois de tudo?”, retruca Zuca, docemente. “Eu sou uma besta mesmo!”, exclama o rapaz.
Quando pergunta sobre a saúde dela, Luís recebe a resposta mais sincera que poderia ouvir: “A doença que eu tinha era saudade d’ocê”. O casal se beija, finalmente juntos para sempre.




