Nesta sexta (17), a novela Mulheres Apaixonadas (2003) completa exatos 20 anos de estreia. A trama de Manoel Carlos foi um verdadeiro fenômeno na década de 2000, estancando a queda de audiência da faixa, em baixa com a antecessora Esperança.
Na ocasião, Christiane Torloni assumiu a lendária protagonista Helena, que desta vez funcionava como uma espécie de elo entre diferentes mulheres, das mais variadas idades e classes sociais, cada uma às voltas com seus próprios dilemas amorosos e familiares.
Helena era a diretora da Escola Ribeiro Alves (ERA), ponto de encontro de muitos personagens, e vivia um casamento morno e sem muita paixão com o saxofonista Téo (Tony Ramos), proprietário do colégio. No início da história, a protagonista reencontra o ex-namorado César (José Mayer), um médico sedutor que acabara de ficar viúvo, ao passo que começa a desconfiar de que o marido tem uma amante.
Suas dúvidas quanto ao seu casamento aumentam, e Helena acaba se separando de Téo, passando a viver um conturbado romance com César, que também se envolve com a residente de sua clínica, Luciana (Camila Pitanga), filha de outro relacionamento do músico. Já Téo se vê às voltas com um segredo que envolve a ex-garota de programa Fernanda (Vanessa Gerbelli), a pequena Salete (Bruna Marquezine) e seu filho adotivo com Helena, Lucas (Victor Cogulla).
A certa altura, uma troca de tiros entre policiais e bandidos no Leblon, que atinge fatalmente Fernanda e deixa Téo em estado de coma, muda radicalmente os rumos da história de Mulheres Apaixonadas.
Nas tramas paralelas, um sem-fim de abordagens sociais chamaram a atenção: a professora Raquel (Helena Ranaldi), por exemplo, era espancada pelo marido Marcos (Dan Stulbach) e se envolvia com o próprio aluno, o adolescente Fred (Pedro Furtado). Já sua colega de trabalho, Santana (Vera Holtz), era uma alcoólatra compulsiva.
Heloísa (Giulia Gam), irmã de Helena, era uma mulher problemática e instável que destruía o próprio casamento com Sérgio (Marcello Antony) por não conseguir domar o ciúme doentio que sentia pelo marido. A prima da protagonista, Estela (Lavínia Vlasak), possuía uma paixão platônica desde os tempos de adolescência pelo padre Pedro (Nicola Siri).
Outro núcleo que mobilizou o público foi o da vilã Doris (Regiane Alves), jovem mimada e gananciosa que não se importava em maltratar os avós envelhecidos e até mesmo furtar dinheiro dos dois. Em uma cena emblemática, a malvada toma uma surra de cinto do pai, Carlão (Marcos Caruso). Outros casais, como Edwiges e Cláudio (Carolina Dieckmann e Erik Marmo) e Rafaela e Clara (Paula Picarelli e Alinne Moraes), arrebataram o público com histórias de amor inesquecíveis.
Mulheres Apaixonadas foi reprisada em 2008 no Vale a Pena Ver de Novo, e em 2020 pelo Canal Viva, na íntegra. O folhetim, que está disponível para os assinantes do Globoplay, merece uma nova reexibição nas tardes da Globo no seu aniversário de duas décadas? Vale lembrar que O Rei do Gado ainda não teve sua substituta decretada e que outros títulos de Maneco, como Por Amor (1997) e Laços de Família (2000), anotaram excelentes índices em suas recentes passagens na TV aberta.





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