Embora seja difícil imaginar, até mesmo as celebridades, com toda a sua fama e glamour, podem enfrentar situações complexas que as levam a tomar decisões extremamente difíceis, como é o caso de entregar um filho para adoção. As razões podem variar: dificuldades financeiras, questões emocionais, ou até mesmo a pressão de carreiras em ascensão. A seguir, conheça cinco histórias.

Clark Gable
A história da filha de Clark Gable nascida fora do casamento é marcada por segredos e pela pressão social que recaiu sobre a atriz Loretta Young.
Ela tinha 23 anos quando se envolveu com Gable durante uma viagem de trem após as filmagens de O Grito da Selva (1935) — protagonizado por eles. A consequente gravidez foi mantida oculta por Young, temendo danos à sua carreira.
O parto de sua filha, Judy, foi realizado de forma extremamente discreta. Foi tão sigiloso que os médicos supostamente deram clorofórmio à atriz “para que ninguém do lado de fora ouvisse seus gritos”, relatou o Daily News.
Para manter as aparências, a jovem mãe teria usado um nome falso na certidão de nascimento da menina e a entregou para um orfanato. Posteriormente, antes da criança completar 2 anos, ela a adotou. Clark Gable, contudo, nunca assumiu a paternidade.

No livro de memórias que publicou em 1994, Judy relata um encontro com o ator, quando tinha 15 anos, sem saber que se tratava de seu pai biológico. A conversa foi breve e, na despedida, ele lhe deu um beijo na testa. Esse foi o único contato entre os dois.
O galã de E o Vento Levou (1935) teve apenas um filho registrado em seu nome. O herdeiro nasceu em 1961, de sua quinta esposa, Kay Williams, quatro meses após a morte do ator.
Mercedes Ruehl
Mercedes Ruehl não apenas conquistou o Oscar e o Globo de Ouro por sua atuação em O Pescador de Ilusões (1991), mas também viveu uma emocionante reviravolta em sua vida pessoal. O filme teve um papel fundamental na sua reaproximação com o filho que ela havia dado para adoção na juventude.

A atriz tomou a difícil decisão de entregar o recém-nascido para adoção por não se sentir emocional e financeiramente preparada para a maternidade na época. Anos depois, quando Chris descobriu que a mãe biológica estava no elenco do aclamado filme, ele decidiu alugar a fita para vê-la em cena.
A curiosidade se transformou em uma divertida confusão, já que ele não sabia qual personagem ela interpretava.
Ruehl localizou Chris quando ele completou 21 anos, após enviar uma carta para seus pais adotivos. A atriz, que também adotou outro filho, convidou o primogênito para ser padrinho de seu irmão.

Kate Mulgrew
Conhecida por interpretar uma mulher centrada na família em Orange Is the New Black (2013), Kate Mulgrew demonstra ainda mais força em sua vida pessoal. Aos 18 anos, ela descobriu estar grávida e tomou a difícil decisão de entregar o bebê para outra pessoa criar.
Na época, a atriz havia se mudado de Iowa para Nova York, onde havia acabado de conseguir um bom papel na televisão. “Eu estava sozinha, solteira e apavorada”, contou à AARP.
“Mas eu sabia que teria aquele bebê. O pai da criança sugeriu que eu fizesse um aborto. Minha mãe não tinha condições físicas nem mentais para me ajudar. Então, decidi dar meu filho para adoção. Foi uma escolha, a única que eu podia fazer.”
Anos depois, Mulgrew buscou pelo paradeiro da filha, Danielle Gaudette, e descobriu que ela também ansiava por encontrá-la. “Hoje, vejo Danielle com a mesma frequência que meus filhos e nos tornamos muito próximas. Não há tempo suficiente para compensar, apenas tempo para amar”, disse.
Rod Stewart

Rod Stewart, pai de oito filhos, carrega um fardo emocional em relação à sua primogênita. Aos 17 anos, ele engravidou uma namorada e, após a separação, a jovem, sem condições de criar a criança sozinha, a entregou para adoção.
Quase cinquenta anos depois, o aclamado cantor inglês reencontrou a filha, Sarah Streeter, e a apoiou durante um período difícil de dependência química, após a morte dos pais adotivos dela.

Klara Castanho
Após sofrer um abuso, Klara Castanho tomou a pílula do dia seguinte e realizou exames que inicialmente não indicaram gravidez. Contudo, sentindo-se mal, descobriu a gestação avançada apenas durante uma tomografia.
Poucos tempo depois, a atriz deu à luz e, reconhecendo sua incapacidade emocional de oferecer os cuidados necessários, optou pela entrega legal para adoção, seguindo todos os procedimentos legais.
A legislação brasileira permitiria a Klara realizar um aborto legal. No entanto, ela escolheu a entrega voluntária para adoção. A história, infelizmente, acabou vazando na imprensa, gerando muitos transtornos para a artista.
Em entrevista a Serginho Groisman, Klara expressou o sofrimento de ter seu drama pessoal exposto publicamente: “Eu fui forçada a trazer a público a coisa mais difícil da minha vida”.
“E tem uma coisa que quero deixar aqui registrado, já que é a única coisa que tentam usar contra mim de alguma forma. Depois que eu vim a público, de novo, de forma forçada, eu denunciei todos os crimes aos quais eu fui submetida. Todos. Sem nenhuma exceção.”
“E o que me resta nesse momento, e ainda bem, é confiar na Justiça. E eu confio muito. Não só na justiça daqui, mas numa justiça muito maior. Fiz o que eu podia, como podia, o que meu psicológico podia aguentar, e pode”, concluiu.
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