Roberto Carlos precisou de atendimento médico após se envolver em um acidente de trânsito na cidade de Gramado (RS), enquanto rodava cenas para a abertura do programa que vai ao ar na Globo. O susto aconteceu quando o veículo que ele conduzia, um Cadillac ano 1960, apresentou uma falha mecânica.

De acordo com informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar, o cantor estava ao volante do clássico conversível em uma ladeira íngreme quando os freios não responderam. O carro acabou descendo a rua de ré, descontrolado, até colidir contra uma árvore depois de já ter raspado em outros três veículos estacionados.
A própria Globo confirmou o episódio, tratando de acalmar os fãs. Roberto Carlos e outras três pessoas da equipe técnica foram encaminhados imediatamente ao hospital para uma bateria de exames. Felizmente, o saldo foi apenas o susto e ferimentos leves. A assessoria do artista informou que ele já foi liberado e encontra-se em repouso no hotel, devendo retomar a agenda de gravações ainda neste fim de semana.
Passado o susto mecânico, o foco volta a ser o espetáculo. Com o cenário natalino de Gramado como pano de fundo, o especial tem direção geral de Angélica Campos e vai ao ar no dia 23 de dezembro. O repertório promete a clássica mistura de sucessos de carreira com temas natalinos.

Vale lembrar que o especial é um marco na televisão brasileira desde 1974. Em cinco décadas, a atração só falhou em dois momentos: em 1999, devido ao falecimento de Maria Rita, esposa do cantor, e em 2020, quando a pandemia de Covid-19 forçou a emissora a reprisar uma edição gravada em Jerusalém.
O show deste ano, batizado de Especial Roberto Carlos: Noite Feliz, por muito pouco não deixou de existir.
A cúpula da Globo, liderada pelo diretor-executivo Amauri Soares, chegou a colocar na mesa o fim do contrato de exclusividade e a ideia de aposentar o formato anual do “Rei”, sugerindo um rodízio de artistas para os fins de ano. O alto custo da produção e o salário do cantor – estimado na casa dos R$ 10 milhões anuais – pesaram na balança.

Roberto, no entanto, não largou o osso facilmente. O artista usou sua influência e números de audiência e faturamento comercial para defender a permanência do show. Houve até um movimento de bastidores onde ele cogitou levar o formato para a concorrência.
Após uma “novela” de negociações que se arrastou até junho, o martelo foi batido: o contrato foi renovado por mais três anos, garantindo a tradição na “Plim-plim” até 2027, ainda que com reajustes financeiros.
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