No Altas Horas de ontem (24), Cauã Reymond revelou momentos delicados da infância ao contar que foi alvo frequente de bullying por ser filho de uma mulher soropositiva.
“Eu sofri muito bullying, minha mãe era HIV positivo, minha avó adotou minha mãe, era mãe solteira [mãe solo] e deficiente física. Minha tia, que também foi adotada, era esquizofrênica… Eu sofria muito bullying na rua”, relembrou.

Denise Marques, mãe do ator, faleceu em 2019, aos 55 anos, em decorrência de um câncer no ovário.
Cauã contou que cresceu sem a presença do pai — que morava em outro estado — e em meio a uma estrutura familiar não convencional. “Não tinha ali uma figura masculina. Eu sei que é difícil quando as pessoas olham para mim hoje. Eu tive uma infância muito, muito difícil, muito rica também, que me ajuda a contar histórias”, afirmou.
Isso tudo levou o galã a buscar refúgio no esporte. Aos 14 anos, ingressou no jiu-jitsu, arte marcial que, segundo ele, ajudou a desenvolver autoestima, disciplina e força interior. Foi o início de uma transformação que, mais tarde, culminaria na carreira artística.
Antes de conquistar espaço na televisão, Cauã se dedicou ao mundo da moda e morou em Nova York. Nessa fase, enfrentou novos obstáculos e passou por dificuldades financeiras. Foi quando decidiu procurar uma escola de teatro na cidade. Mesmo com o inglês limitado, foi aceito com bolsa integral e, em troca, limpava banheiros e varria salas para pagar os estudos. À noite, dava aulas de jiu-jitsu, sobrevivendo com pouco.
Ele também compartilhou uma lembrança amarga de quando ouviu, de um empresário, que jamais seria protagonista de novela por não ter olhos claros nem cabelo loiro. Confira o vídeo:





