A próxima novela das nove da Globo, Três Graças, promete trazer à tona dilemas profundos, retratar a realidade de milhões de brasileiras e mergulhar o público em uma história onde justiça, maternidade e sobrevivência se entrelaçam.
A trama marca o retorno do autor Aguinaldo Silva ao horário nobre após seis anos — seu último trabalho foi a problemática O Sétimo Guardião (2018) — e tem estreia prevista para 20 de outubro. As gravações já estão em ritmo acelerado.

Protagonizada por Sophie Charlotte, a novela acompanha a trajetória de Gerluce, uma mulher que carrega nas costas o peso de ser filha, mãe e cuidadora, em uma São Paulo marcada pela desigualdade e pela luta diária dos que vivem à margem. Criada por uma mãe solo e tendo sido também mãe muito cedo, a mocinha batalha para que a filha, Joélly (Alana Cabral), não repita o ciclo de renúncias e limitações que ela e a avó, Lígia (Dira Paes), enfrentaram.
A história da família de três gerações de mulheres periféricas se desenrola em meio a um país tomado pela corrupção, escancarada na figura de Arminda (Grazi Massafera) e Santiago Ferette (Murilo Benício), um casal da elite que comanda um esquema criminoso de falsificação de medicamentos — um golpe que atinge diretamente os moradores da comunidade de Gerluce, incluindo sua própria mãe doente. Confira o trailer:
Aguinaldo Silva aposta em uma narrativa de impacto social, que mistura drama, romance, tragédia e doses pontuais de humor. A proposta, segundo ele, é trazer para o centro do horário nobre o “Brasil real do ônibus, do trem, do metrô”.
“A minha ideia, em Três Graças, é fazer uma novela popular e abrangente, que fala do dia a dia das pessoas, de quem sai às 5h da manhã e pega três ônibus para ir trabalhar.”
Aguinaldo Silva
A virada acontece quando, ao trabalhar na casa de Arminda, Gerluce faz uma descoberta que pode mudar sua vida e a de muitos outros: uma fortuna escondida dentro de uma estátua, que se chama Três Graças. Diante desse segredo e da certeza do crime que a patroa comete, a mocinha se vê em um dilema ético cortante — tomar para si aquilo que não é seu ou manter-se fiel aos próprios princípios, mesmo sabendo que a justiça dificilmente virá de cima?



