Cansada de engolir sapo e ser tratada como um estorvo, Gerluce (Sophie Charlotte) resolverá colocar os pingos nos is com Joaquim (Marcos Palmeira) em Três Graças. A virada de chave acontece logo após o tumultuado assalto à mansão de Arminda (Grazi Massafera).

Nesta terça (16), Joaquim percebe que levou um “chapéu” de Misael (Belo). O comparsa foge com todo o dinheiro roubado, deixando o dono do ferro-velho soltando fumaça pelas ventas. Covarde, ele tenta transferir a responsabilidade para a filha, acusando-a de incompetência por não ter vigiado o malandro. Mas, dessa vez, a jovem não baixa a cabeça.
Gerluce, que já estará ressentida após levar um tapão na cara do próprio pai durante a encenação do assalto — para dar veracidade ao crime —, explodirá. O confronto vira um desabafo visceral. Ela deixa claro que a agressão física doeu menos que a rejeição que sofreu a vida inteira.
“Você finge que eu não existo”, dispara a personagem de Sophie Charlotte, jogando na cara do pai que ele vive de aparências enquanto a mantém escondida como um segredo vergonhoso.

Joaquim até tenta argumentar, mas é engolido pelas verdades da filha. Ela é cirúrgica ao apontar a hipocrisia dele em negar a paternidade. O bate-boca só esfria quando o medo fala mais alto: Joaquim gela ao questionar se ela teria coragem de entregar tudo para o namorado policial.
Enquanto isso, Paulinho (Romulo Estrela) enfrenta seus próprios demônios. Ao tentar puxar o fio da meada sobre o roubo da estátua e a invasão à casa de Arminda, ele percebe que o “sistema” está trabalhando contra ele. Intrigado com o sumiço dos arquivos do caso, ele peita o delegado Jairo (André Mattos).
“Muito estranho, não acha? O que estão querendo é esconder o roubo!”, questiona o mocinho, indignado com a operação abafa. É aí que Jairo joga sujo. Percebendo que Paulinho não vai largar o osso, o delegado apela para o trauma familiar do rapaz.

O delegado cita a morte do pai do policial, que faleceu em serviço, como um aviso velado. O argumento é cruel: certas investigações não valem a vida de um homem. “Se valesse, seu pai estava aqui com a gente hoje”, solta Jairo, deixando Paulinho paralisado.
A cena serve para explicar a origem da obsessão do protagonista por justiça, mas também seu medo de repetir o destino trágico do pai. Jairo tenta encerrar o assunto empurrando uma pilha de outros casos irrelevantes para a mesa do subordinado, pedindo “foco”. No entanto, o efeito é o oposto: Paulinho entende o recado de que há gente graúda envolvida e decide que vai investigar o assalto por conta própria, à revelia da delegacia.




