Em Três Graças, Misael (Belo) não vai pensar duas vezes antes de aproveitar uma brecha no plano da “expropriação” da estátua para tirar vantagem própria. Depois da missão concluída – com direito a Joaquim (Marcos Palmeira) agindo no improviso e Gerluce (Sophie Charlotte) tomando um tapa na cara do próprio pai –, o viúvo agarra as sacolas de dinheiro e desaparece sem olhar para trás.

Para os comparsas, resta apenas a poeira e um bilhete deixado no local, misturando culpa e promessa: “Desculpe, sei que você vai me achar um canalha. Mas é só um empréstimo. E um dia eu pago”, diz o papel lido por Joaquim.
O mistério sobre o paradeiro do “traidor”, no entanto, será curto. Misael reaparece dias depois no ferro-velho, cabisbaixo, para acertar as contas com Joaquim. Ele confessa que torrou parte da quantia, mas não com luxos. O dinheiro serviu para realizar um sonho antigo de sua esposa, que morreu tragicamente nos primeiros capítulos da novela após ingerir remédios adulterados da Fundação Ferette.
Enquanto os ladrões lavam a roupa suja, os vilões tentam varrer a sujeira para debaixo do tapete. Convocado por Rivaldo (Augusto Madeira), o investigador Paulinho (Romulo Estrela) chega à mansão de Arminda (Grazi Massafera) esperando uma cena de crime, mas encontra apenas um desdém cortês.
Arminda, com seu cinismo habitual, faz de conta que não sabe do que o policial está falando. “Não sumiu estátua nenhuma!”, corta a bruxa.
Ferette (Murilo Benício) completa o show de horrores. Para desmoralizar a denúncia, o empresário humilha Rivaldo na frente de todos, chamando o funcionário de “trapalhão” e zombando da competência da polícia. Sem provas e feito de bobo, Paulinho é obrigado a ir embora de mãos abanando.
Mas a arrogância do casal tóxico tem perna curta. Cansado de ser pisado, Rivaldo entrega para Paulinho um vídeo gravado pelo filho durante a invasão, provando que não é mentiroso e colocando a polícia novamente no calcanhar do grupo liderado por Gerluce.





