Cansada de engolir sapo e ser tratada como um estorvo, Gerluce (Sophie Charlotte) resolverá colocar os pingos nos is com Joaquim (Marcos Palmeira) em Três Graças. A virada de chave acontece logo após o tumultuado assalto à mansão de Arminda (Grazi Massafera).

Além do drama familiar, a mocinha — que de santa não tem nada — precisará usar todo o seu talento cênico para dobrar o namorado, Paulinho (Romulo Estrela), e livrar a própria pele.
Tudo começa a desandar quando Joaquim percebe que foi passado para trás por Misael (Belo), que fugirá levando a grana roubada. Furioso, o dono do ferro-velho tentará jogar a culpa no colo da filha, insinuando que ela deveria ter vigiado o comparsa melhor. Será a gota d’água.
Gerluce, que já estará ressentida após levar um tapão na cara do próprio pai durante a encenação do assalto — para dar veracidade ao crime —, explodirá. Em um desabafo doloroso, ela jogará na cara dele que o tapa não chega nem perto da ferida aberta pela rejeição. “Você finge que eu não existo”, disparará ela, lembrando que passou a vida nas sombras enquanto ele posava de bom moço.

A discussão escancara a hipocrisia de Joaquim. Quando ele tentar se defender, a cuidadora será cirúrgica: dirá que ele mente para o mundo e para si mesmo ao negar a paternidade dela. O confronto termina num silêncio ensurdecedor quando o personagem de Marcos Palmeira questiona se ela vai abrir o bico para o namorado policial.
Se com o pai o jogo é aberto, com Paulinho a estratégia é outra. O romance dos dois vai dar uma estremecida quando o investigador conseguir uma prova concreta de que a amada mentiu. Embora Gerluce tenha sustentado a versão de Arminda de que não houve roubo na mansão, a tecnologia vai traí-la.
O porteiro Rivaldo (Augusto Madeira) entregará a Paulinho um vídeo gravado pelo filho. As imagens são claras: mostram o bando com a estátua valiosa e flagram Gerluce e Josefa (Arlete Salles) entrando no carro de fuga.

De posse do material, Paulinho vai encurralar a namorada dentro da viatura. “Pode me dizer que diabo é isso?”, questionará ele. Sem saída e precisando justificar sua presença na cena do crime sem revelar que é a chefe do bando, Gerluce apela para o vitimismo. “Eu ia te contar tudo!”, diz ela, aflita.
Rapidamente, ela sacará uma justificativa para manipular o senso de proteção do amado: jogará toda a culpa na tirania de Arminda. Ela alegará que só mentiu porque a vilã ameaçou demitir todo mundo caso o escândalo vazasse.




