Gabriela Duarte precisou se explicar nesta terça (23) depois de compartilhar, em seu Instagram, um vídeo que chamava Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque de “exército de artistas decadentes”. A atriz apagou a publicação e afirmou que tudo não passou de um engano.

Segundo ela, a republicação foi feita de forma involuntária por causa da nova ferramenta da rede social, lançada há um mês. “Estou muito chocada porque não repostei nada daquilo. Apertei o botão que nem sabia que estava apertando”, declarou em um vídeo publicado em seus stories.
“Não uso as minhas redes para isso. Então não ia ser assim que eu ia me colocar, me expor, e muito menos falando mal de pessoas que eu admiro profundamente, que é o Gil, Caetano, o Chico, imagina.”
Gabriela Duarte
O conteúdo compartilhado acusava os artistas de terem recebido verba pública para participar do ato contra a chamada PEC da Blindagem, realizado no último domingo (21), no Rio de Janeiro. Além do trio, estiveram no evento nomes como Djavan, Paulinho da Viola, Lenine, Ivan Lins, Geraldo Azevedo, Maria Gadú, Frejat, Marina Sena e Jorge Vercillo.
Caetano foi o mestre de cerimônias, e Paula Lavigne, sua esposa, uma das organizadoras. Todos participaram de forma voluntária, sem cachê. Abaixo, um print do trecho do vídeo repostado por Gabriela:

Ainda durante a gravação, Gabriela disse que aquilo “não era um pedido de desculpas”, mas, logo depois, voltou atrás: “Se tiver que pedir desculpas, eu peço. Errei. Tenho 51 anos e ainda não sei lidar com algumas funções do Instagram”. Veja o vídeo:
A repercussão surpreendeu o público porque a atriz sempre fez questão de se distanciar da postura política da mãe, Regina Duarte, apoiadora declarada da extrema-direita e ex-secretária de Cultura do governo Bolsonaro.
Em entrevistas anteriores, Gabriela já havia deixado claro que não compartilha das mesmas opiniões da mãe. No Conversa com Bial, em 2021, contou que votou em Ciro Gomes no primeiro turno e anulou o voto no segundo nas eleições de 2018. Relatou ainda que chegou a receber ameaças após Regina assumir a Secretaria de Cultura sem consultar a família. “Não somos a mesma pessoa, cada uma responde pelo seu CPF”, resumiu.
No ano passado, em uma conversa no canal GiMi, voltou a reforçar que a postura da mãe impactou diretamente sua vida profissional e pessoal, mas reiterou sua escolha de manter discrição política: “É um direito que eu tenho de não me manifestar sobre tudo. Sou atriz, não especialista em pandemia ou guerra”.
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