Quando acaba a reprise de O Rei do Gado? A Globo já definiu que a novela em cartaz no Vale a Pena Ver de Novo chegará ao fim dia 2 de junho, após dividir a faixa por uma semana com a próxima atração. Ou seja, a sucessora vai entrar no ar no dia 29 deste mês.
O folhetim protagonizado por Antonio Fagundes já está em clima despedida. Nesta quinta, 4 de maio, a reprise chegou ao capítulo de número 124, mas já apresentando cenas do 181 original. Lembrando que a novela tem um total de 209 capítulos.
Até agora, a Globo limitou-se a dizer que a substituta de O Rei do Gado trata-se de uma “obra inesquecível”. Pensando nisso, criamos uma lista de possíveis títulos que teriam alguma chance de pintar outra vez na telinha.

América (2005)
Exibida em 2005, América foi um sucesso absoluto de audiência, sendo uma das três novelas mais vistas na última década, passando por cima, aliás, dos problemas iniciais (mudança de direção e vários ajustes) e das críticas ao roteiro da autora Gloria Perez.
Inexplicavelmente, o folhetim estrelado por Murilo Benício e Deborah Secco nunca foi reprisado no Brasil — nem mesmo pelo Viva. Em 2019, chegou-se a noticiar que a Globo pretendia reexibir a história, mas no fim das contas acabou optando por trazer de volta o fenômeno Avenida Brasil (2012).

Amor à Vida (2013)
Outra trama que conquistou o público, Amor à Vida seria uma boa opção para substituir a saga de Bruno Mezenga. A obra marcou indelevelmente a carreira do ator Mateus Solano, que viveu o carismático vilão Félix. De tão querido, o personagem acabou virando o herói moral da história.
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A Globo pensou em reprisar a produção no horário nobre no período crítico da pandemia de Covid-19, quando a emissora não tinha condições de manter gravações de dramaturgia. No entanto, a ideia não foi adiante, talvez pelo fato da novela ter um hospital como um dos principais cenários.
Por acaso, em maio, Amor à Vida completa 10 anos de sua transmissão original, o que é sem dúvidas uma boa desculpa para tirar suas fitas da gaveta. Caso fosse escolhida para voltar, a líder de audiência exibiria duas novelas do autor Walcyr Carrasco ao mesmo tempo. É dele a substituta de Travessia.

Duas Caras (2007)
Inegavelmente, Duas Caras tem a sua parcela de fãs, que ficaria contente em revê-la agora, 16 anos depois. Contudo, embora não tenha sido um fracasso de audiência, a novela de Aguinaldo Silva não goza de grande prestígio, decerto um dos motivos para nunca ter sido reprisada.
Seja como for, o apelo romântico do casal protagonista, defendido por Marjorie Estiano e Dalton Vigh, conta a favor da novela, assim como a vilã histriônica de Alinne Moraes — uma receita perfeita para repercutir nas redes sociais.

Mulheres Apaixonadas (2003)
Considerada por muitos o último notável trabalho de Manoel Carlos, Mulheres Apaixonadas também faz aniversário “redondo” neste ano. Lá se vão 20 anos desde que essa história conquistou o público com uma série de abordagens pertinentes, como a violência doméstica, por exemplo.
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A novela é um combo de personagens femininos inesquecíveis. Todo mundo lembra da mulher que adoecia de ciúmes do marido, da neta que maltratava os avós, da professora perseguida pelo ex-marido abusivo, da outra professora alcoólatra, da milionária apaixonada pelo padre… e por aí vai.

Tieta (1989)
Um clássico absoluto, Tieta é uma das novelas de maior sucesso de todos os tempos e, com toda certeza, tem potencial para conquistar inclusive um público que não a conhece. E apenas dois motivos já são suficientes: Betty Faria brilha no papel-título, bem como Joana Fomm como a diabólica beata Perpétua.
A novela, baseada no livro homônimo de Jorge Amado, tem um tom cômico que cairia bem no fim de tarde. Pesa contra uma reprise, no entanto, sua qualidade técnica, por ter sido feita há mais de 30 anos. E aqui já incluímos também algumas questões de costumes que certamente seriam problematizadas hoje em dia.

Viver a Vida (2009)
Das seis listadas, Viver a Vida talvez seja o título mais controverso, tendo em vista que muita gente prefere esquecer que essa novela existiu — inclusive a atriz Taís Araújo, que já desabafou sua experiência quase traumática ao interpretar uma das Helenas de Manoel Carlos.
É bem verdade que o autor conduziu essa história em banho-maria, sem oferecer grandes acontecimentos. Como resultado final, poucos personagens se destacaram, a começar pela protagonista, que acabou ofuscada pelo drama da modelo fica tetraplégica após um acidente, papel de Alinne Moraes.





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