OPINIÕES
Cadu
9Novela inovadora ao não apresentar a mocinha e a vilã logo de cara! Lembro que foi um grande choque quando a Flora se revelou a verdadeira vilã da novela. Na verdade, uma psicopata. Ela não tinha um pingo de humanidade! Trama enxuta, sem barrigas! Um marco da nossa teledramaturgia!
Jernê
4Gostei mais da trilha sonora do que da própria novela! Cá entre nós, o dueto entre Faísca e Espoleta foi a maior catástrofe já inventada para uma novela entre vilã e mocinha. Patrícia Pillar mandou muito bem com seu jeitinho manso interpretando a resignada Flora, mas não convenceu.
Samantha
10Amava essa novela, desde o início eu sacava quem era a assassina u.u
Thays
7Uma novela gigante. Que errou muito, principalmente em suas abordagens sociais nas tramas paralelas. Muitas cenas e diálogos intragáveis. Mas que entregou mais do que rivalidade: uma dependência emocional acima do bem e do mal. Uma psique quase que impenetrável, mas que cedeu às suas próprias fragilidades. Baita história! Apesar de toda a insanidade e dureza, a Flora sempre foi a minha favorita.
Genival
–Melhor novela que eu já assisti. Tinha muitas reviravoltas e tudo se encaixava. Hoje não pode porque as pessoas ficam ‘ain muita maldade’.
Eduardo
9Acabei de terminar, uma pena os núcleos coadjuvantes serem tão chatos, mas a história central é um marco em todos os aspectos. O plot central entre a loira com cara de anjo e a morena dondoca e fútil, sem revelar de início quem é heroína e quem é vilã é instantaneamente envolvente por conta da ousadia, criatividade e o clima/estilo noir, cheio de suspense.
Jonatas
–A construção da trama e das personagens da história Donatela x Flora é muito bem feita. Vc fica realmente na dúvida sobre quem é quem. Dá até dó da Flora e Donatela em alguns momentos age como louca psicótica e obcecada.
Renan
10Que beijinho doce…
A TRAMA

Donatela e Flora cresceram juntas, compartilhando uma infância difícil e construindo uma amizade que parecia inquebrável, dando vida à dupla sertaneja Faísca e Espoleta. No entanto, o laço entre elas foi rompido de forma brutal com o assassinato de Marcelo Fontini, marido da primeira e amante da segunda. Isso lançou as duas em caminhos opostos e irreconciliáveis.
Flora foi condenada pelo crime e passou quase duas décadas na prisão. Ao sair, declara-se inocente e acusa Donatela de ter cometido o homicídio, alegando ter sido vítima de uma armação.
Donatela, por sua vez, vive cercada por luxo e prestígio, mantendo fortes vínculos com a poderosa família Fontini, especialmente com o patriarca Gonçalo, sogro e figura de influência na política e nos negócios. Ela sustenta a imagem de uma mulher ferida pela perda, mas determinada a proteger seu legado e a verdade — ao menos a sua versão dos fatos.
No centro desse embate está Lara, filha de Flora e Marcelo, criada por Donatela como se fosse sua própria filha. A saída da mãe biológica da prisão abala o mundo da jovem, que se vê tragada por um conflito emocional devastador.
De um lado, Flora se apresenta como uma mãe injustiçada, lutando para reconquistar o amor da filha e provar sua redenção. Do outro, Donatela, a figura materna que a garota conhece desde sempre, representa estabilidade e afeto, mas também carrega as sombras de um passado questionável. Dividida, Lara enfrenta um dilema que a obriga a questionar quem realmente merece sua confiança.
Quando a verdade finalmente vem à tona — revelando que Flora é a verdadeira vilã, manipuladora e perigosa —, ocorre um ponto de inflexão na novela, transformando completamente a dinâmica da história. A partir daí, Donatela passa a ser a vítima injustiçada, que precisa lutar para recuperar sua liberdade e provar sua inocência.
O grande diferencial de A Favorita é o tempo que a narrativa leva para revelar ao público quem, de fato, está dizendo a verdade. Durante vários capítulos, a trama brinca com os sentimentos dos telespectadores, alternando entre os pontos de vista das duas protagonistas.
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ELENCO
ABERTURA

O roteiro da animação da abertura de A Favorita foi escrito pelo próprio autor da novela, João Emanuel Carneiro. Com direção artística elaborada e uma estética inspirada nos cartazes cinematográficos das décadas de 1940 e 50, a sequência mistura sombras e cores vibrantes para contar a trajetória das duas protagonistas — Flora e Donatela — de forma simbólica e provocativa. A vinheta levou um mês e meio para ser produzida.
Durante a exibição original da trama, detalhes sutis alimentavam teorias entre o público. A divisão da tela entre o lado branco e o preto e o tiro vindo do lado esquerdo — mesmo lado que corresponde a Flora — eram interpretados como pistas do grande segredo da trama. A música-tema Pa’ Bailar, do Bajofondo, ajudava a compor esse clima enigmático.
O logotipo é uma síntese gráfica do cerne da novela, remetendo à ideia de duas faces de uma mesma história, sugerindo que o público precisa escolher em quem acreditar. A linha diagonal vermelha que atravessa a tela e corta a assinatura é o elemento mais marcante, significando a divisão de versões, de verdades — reforçando o tom de mistério e dualidade destacado na abertura.
CHAMADA
TRILHA SONORA
CURIOSIDADES
Laboratório
Patrícia Pillar mergulhou fundo na composição de Flora. Para viver a ex-presidiária com autenticidade, a atriz visitou a penitenciária feminina Talavera Bruce, no Rio de Janeiro. Seu desempenho foi tão marcante que lhe rendeu vários prêmios, incluindo o APCA e o Troféu Imprensa.
Ideia inicial
O autor João Emanuel Carneiro pretendia ambientar a história em Brasília. No entanto, o custo logístico de gravar fora dos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro e em São Paulo, fez com que o plano fosse abandonado. Assim, a trama se ancorou mesmo na capital paulista.

Audiência
A recepção inicial do público não foi tão positiva. Em sua estreia, a novela registrou 35 pontos no ibope de São Paulo — um recorde negativo para a faixa. Parte do revés se deveu à concorrência feroz com a Record, que naquele dia programou o último capítulo de Caminhos do Coração no mesmo horário.
Mas o cenário começou a mudar drasticamente quando, no capítulo 56, a revelação do plot twist da trama — Flora era a assassina — virou tudo do avesso. Nessa noite, a novela anotou 46 pontos.
A partir disso, enquanto a nova temporada da trama concorrente perdia fôlego, a audiência de A Favorita disparava.
FICHA TÉCNICA
Ficha Técnica
- Estreia: 2 de junho de 2008
- Final: 16 de janeiro de 2009
- Autor: João Emanuel Carneiro
- Colaboradores: Marcia Prates, Denise Bandeira, Fausto Galvão e Vincent Villari
- Pesquisa: Juliana Peres
- Produção de arte: Angela Melman e Marisa Azevedo
- Produção de elenco: Luciano Rabelo
- Caracterização: Ale de Souza e Gilvete Santos
- Cenografia: Ana Maria Melo, Keller Veiga, Mauricio Rohlfs e Kaka Monteiro
- Figurino: Marie Salles
- Produção musical: Alberto Rosenblit
- Direção musical: Mariozinho Rocha
- Sonoplastia: Nelson Zeitoune e Irla Leite
- Direção de fotografia: Ricardo Gaglianone
- Edição: Fabricio Ferreira, Andre Leite, William Alves Correia e Rosemeire de Oliveira Barros
- Gerência de produção: Veronica Esteves
- Direção de produção: Flavio Nascimento
- Direção: Paulo Silvestrini, Roberto Naar, Roberto Vaz, Gustavo Fernandez, Pedro Vasconcelos, Marco Rodrigo e Isabella Secchin
- Direção geral e núcleo: Ricardo Waddington




