No fim de Tieta, Perpétua (Joana Fomm) invade uma missa na igreja empunhando um dossiê com a intenção de difamar a irmã, Tieta (Betty Faria), revelando sua vida pregressa como dona de um bordel em São Paulo.
Mas o plano da moralista de fachada acaba desfeito pelas chamas. Os papéis que “incriminariam” a protagonista se incendeiam misteriosamente, desencadeando o colapso mental da beata.
Como ninguém acredita na sua palavra, Perpétua tenta agredir Tieta. “Ah, eu mato essa quenga com minhas próprias mãos!”, vocifera a vilã, partindo para cima da mocinha, que reage rapidamente arrancando sua peruca. Todos descobrem que a megera é careca. Humilhada, ela sai em disparada.

Reclusa em casa, a personagem vive então um momento de delírio místico ao receber a visita do falecido Major Cupertino (Ângelo Augusto Serralha). Ela se declara ao espírito do marido, como se tivesse enfim encontrado paz — ou uma fuga para a própria culpa.
“Finalmente! Orgulho da minha vida, razão dos meus dias, refrigério das minhas noites… Eu esperei esses anos todos! Você veio me buscar!”
Perpétua
É ao lado dessa aparição que Perpétua simplesmente desaparece. Mais tarde, Tieta faz questão de revelar o maior mistério deixado pela vilã. Convoca os moradores para adentrarem o quarto da irmã e, ali, expõe o conteúdo da lendária caixa branca que a viúva guardava com tanto zelo.
Veja a cena | Quem matou Arturzinho? Assassino e motivo são revelados




